Dívida: Benfica garante 60 milhões. Investidores queriam 90

O Benfica queria obter 60 milhões de euros com mais uma emissão de obrigações. Conseguiu o montante total pretendido, mas os investidores queriam mais, muito mais. As ofertas ascenderam a 92 milhões.

Mais uma emissão de obrigações, mais uma operação bem-sucedida por parte dos encarnados. O Benfica garantiu os 60 milhões de euros que procurava neste novo empréstimo obrigacionista, mas os pequenos investidores queriam bem mais, atraídos pela taxa de 4%. A procura total pelos títulos da SAD ascendeu a 92 milhões de euros.

Foram registadas ordens num valor total de 92 milhões de euros no final do prazo de subscrição, de acordo com os resultados publicados na CMVM — e tal como o ECO tinha avançado. Logo no primeiro dia de oferta, a 4 de abril, as ordens ascendiam já a 49 milhões, o que levou a SAD liderada por Luís Filipe Vieira a aumentar a oferta de 50 para 60 milhões de euros.

O Benfica registou, assim, mais uma forte adesão aos seus títulos de dívida, conquistando 4.800 novos investidores. A procura total na emissão de 2016 (no valor de 50 milhões de euros) ascendeu a 129 milhões de euros, 2,59 vezes a oferta, com os encarnados a conseguirem atrair mais de 6.500 investidores atraídos pelas taxas elevadas que estas obrigações tendem a oferecer.

Se no ano passado o Benfica pagou 4,25%, na emissão deste ano, que conta com o mesmo prazo de três anos, a taxa foi revista em baixa. A taxa de juro dos cupões é fixa e igual a 4% ao ano, mas ao subscrever deve ter em conta as comissões cobradas pelos bancos. Estas comissões tendem a ser elevadas, encolhendo de forma expressiva a rentabilidade do investimento. Investimentos de baixo valor podem não compensar.

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