Santander Totta sobe lucros para 124,3 milhões no primeiro trimestre

  • Rita Atalaia
  • 26 Abril 2017

O banco liderado por António Vieira Monteiro conseguiu registar um aumento dos lucros apesar de a margem financeira ter recuado no primeiro trimestre deste ano.

O Santander Totta registou lucros de 124,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 8,6% face a igual período do ano anterior. Se, por um lado, a margem financeira caiu, por outro os custos operacionais também aliviaram.

O banco liderado por António Vieira Monteiro conseguiu registar um aumento dos lucros nos primeiros três meses do ano. Isto apesar de a margem financeira ter recuado 5%, “por reajustamentos ocorridos na carteira de dívida pública“, avança a instituição. Um reajustamento que foi feito no primeiro trimestre com a dívida, tendo sido vendida “em mercado”, esclarece o presidente do banco. Já as comissões líquidas “evoluíram positivamente”, registando um aumento de 4%.

Ao mesmo tempo, os custos operacionais recuaram 8,6%, para 131,3 milhões de euros, graças a uma queda de quase 20% dos gastos gerais, como refere o banco num comunicado. Nos gastos com pessoal houve uma redução de 4%. Mas a saída de funcionários, feita através de acordos, não encaixa num plano de reestruturação como acontece noutros bancos, explica António Vieira Monteiro.

“Os bons resultados do trimestre decorrem fundamentalmente de um equilibrado crescimento orgânico, com redução de custos e de uma gestão rigorosa do risco de crédito e dos ativos do banco”, lê-se no comunicado. Mas, feitas as contas, o produto bancário (o equivalente às receitas) da instituição liderada por António Vieira Monteiro desceu 9,1%, totalizando 287,2 milhões de euros.

O banco destaca ainda a “elevada” quota de produção de crédito à habitação. Este segmento registou um aumento de 19,7%. Já o crédito pessoal aumentou 17,7%. O stock dos depósitos, por seu lado, ascendeu a 27,3 mil milhões de euros, mais 2% do que no primeiro trimestre de 2016.

Os rácios de capital, diz o banco, também “continuam bastante acima” do que é exigido pelo Banco Central Europeu. O rácio CET1, totalmente implementado, situou-se nos 14,7%.

(Notícia atualizada às 13h02 com mais detalhes)

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