Marcelo: Governo sacrificou investimento público pelo défice

  • Marta Santos Silva
  • 27 Abril 2017

O Presidente da República afirma que, "um pouco como o Governo anterior", o Executivo de António Costa optou por cumprir as metas europeias reduzindo o investimento público, e pede mais crescimento.

O Presidente da República assumiu esta quinta-feira que o Governo de António Costa optou por “sacrificar” o investimento público para cumprir as metas orçamentais europeias, numa entrevista à Antena 1. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, “um pouco como o Governo anterior”, o Executivo de António Costa optou “por sacrificar investimentos públicos”.

A entrevista do Presidente da República a Maria Flor Pedroso, emitida esta manhã pela Antena 1, esclarece ainda que Marcelo Rebelo de Sousa já não se preocupa tanto com os problemas da banca, que há pouco mais de um mês eram a sua principal prioridade, por estarem a ser “paulatinamente” resolvidos, nomeadamente os da venda do Novo Banco e da remodelação da supervisão bancária, com o foco agora no crescimento.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a travagem no investimento público era inevitável devido à mudança de Governo, e foi ainda necessária para “se chegar ao défice a que se chegou. (…) Isso parece evidente”, afirmou. Agora, no entanto, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que a situação se deve inverter. A importância do investimento para o Presidente da República é especialmente grande numa altura em que o país precisa de continuar a crescer, tanto para sustentar as finanças públicas equilibradas como para melhorar as situações de natureza social, afirma.

A questão do investimento tem estado no centro do debate político, com Pedro Passos Coelho a acusar ontem o primeiro-ministro de ter posto um travão nesta área como “variável de ajustamento económico”. António Costa defendeu-se com “um problema grave de transição de quadros comunitários, que fez com que o investimento tivesse sofrido uma redução significativa”, e assinalou ainda melhorias no investimento privado.

No entanto, uma coisa é certa: na mais recente elencagem do Fundo Monetário Internacional (FMI) dos países desenvolvidos mostra Portugal no fundo da tabela do investimento público e privado: piores, só a Grécia e Porto Rico.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marcelo: Governo sacrificou investimento público pelo défice

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião