Marcelo já não vê a banca como principal prioridade

  • ECO
  • 27 Abril 2017

Os problemas do sistema financeiro português estão a ser "resolvidos paulatinamente", com exceção da questão do crédito malparado, diz o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa via, há um mês, três problemas fundamentais na banca portuguesa, mas agora acredita que essas questões estão a ser resolvidas e o sistema financeiro deixou de ser a sua principal preocupação, segundo afirmou numa entrevista à Antena 1, a ser transmitida esta manhã, já divulgada em parte pelo Público (edição impressa).

O Presidente da República tinha destacado anteriormente preocupações com a venda do Novo Banco, a restruturação do modelo de supervisão do sistema bancário, e o crédito malparado, mas agora acredita que as primeiros duas estão a resolver-se “paulatinamente”, enquanto a terceira “é uma questão que tem a ver com a situação europeia em geral, e a Europa tem empurrado para a frente uma atitude”, lê-se no Público. O Presidente preocupa-se agora com o crescimento.

Em excertos da entrevista transmitidos esta manhã pela RTP1, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a importância de pôr a economia a crescer para resolver os restantes problemas do país: “É o crescimento que, através da redução do défice, vai permitir ir reduzindo a dívida” e também enfrentar questões ligadas à “justiça social, endividamento público, ou emprego”.

O Presidente da República aproveitou ainda para criticar a abstenção na democracia portuguesa, como noutros países: “É um dos problemas graves das democracias modernas”, afirmou, acrescentando que as pessoas podem mesmo optar por ir às urnas e votar em branco ou escolher uma opção menos popular. Sem votar, o contribuinte “está a criar a situação de que depois se queixa”.

Sobre se veria com bons olhos alterações ao sistema eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa disse que a Constituição tem margem para que isso seja feito, e disse que antes de ser Presidente da República era a favor de uma redução do número de deputados, uma opinião que, na sua nova condição, prefere não exprimir.

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