Presidente Trump: 100 dias, 10 tweets

  • Juliana Nogueira Santos
  • 28 Abril 2017

No fim de semana em que se comemoram os 100 dias de Donald Trump na Casa Branca, o ECO recorda os 10 tweets mais marcantes.

Donald Trump mudou-se da Trump Tower para a Casa Branca, mas não mudou muito os seus hábitos: continua um acérrimo fã de televisão por cabo, sendo um dos principais espetadores da Fox News, não dispensa uma partida de golfe para descontrair da pressão que o emprego mais importante do mundo traz consigo, tendo já jogado 14 partidas de golfe e mantém a sua atividade de Twitter no máximo.

É bem conhecida — e assumida — a relação próxima entre Donald Trump e a sua conta de Twitter. O Presidente dos Estados Unidos aproveita bem os 140 carateres disponíveis para expressar os seus pontos de vista. Este chegou até a assumir que poderia não ser Presidente se a rede social não existisse.

Tendo em conta que durante os primeiros cem dias de mandato Donald Trump publicou cerca de 1.000 tweets, o ECO recorda dez que fizeram a diferença.

“Make America Great Again” ou #MAGA foi o slogan da campanha de Trump e continua a ser a ideia pela qual este se segue diariamente. O primeiro tweet como presidente foi um, em que reafirma uma premissa do seu primeiro discurso: “Vamos seguir duas regras simples: comprar americano e contratar americano.”

A primeira medida controversa que tomou como presidente foi a de proibir a entrada de viajantes de sete países muçulmanos: Síria, Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. Após várias críticas duras, o presidente recorreu à rede social dos 140 carateres para afirmar que “temos de manter o ‘mal’ fora do nosso país”.

Um dia depois da “muslim ban“, como foi apelidada a proibição de entrada de viajantes, um juiz federal decidiu bloquear a ordem. Trump recorreu ao Twitter para questionar “em que é que se está a tornar o nosso país” quando um membro do ramo judicial pode bloquear uma ordem do presidente.

Depois do México, Trump virou as armas para a Coreia de Norte que, segundo o próprio, se “está a comportar muito mal”. A atuação da China neste assunto também mereceu alguns carateres, com o presidente a afirmar que o país “fez pouco para ajudar”.

Se na campanha a China era “uma manipuladora de moeda”, agora já é um aliada. Depois do confronto ente EUA e Coreia do Norte ter subido de tom e de Trump e Jinping se terem reunido na Casa Branca, os papeis mudaram.

Para publicar a sua indignação em relação à Alemanha, Trump precisou de mais de 140 carateres. Além de já ter afirmado que a NATO era uma parceria “obsoleta”, que estava a custar milhões aos norte-americanos, o presidente acusou a Alemanha de dever muito dinheiro aos países parceiros pela “potente e muito cara defesa” que lha prestam, principalmente aos Estados Unidos.

Sem citar qualquer fonte, Trump tweetou no dia 4 de março — com um erro ortográfico — que tinha descoberto que o presidente Obama tinha posto escutas na Trump Tower antes das eleições. Mais tarde, Kellyanne Conway, assessora de comunicação da Casa Branca, veio a público defender esta acusação, argumentando que hoje em dia existem muitas maneiras de vigiar pessoas, entre elas micro-ondas. Até agora, nem a administração nem qualquer outra fonte providenciou provas de que isto teria acontecido.

Problemas na Casa Branca? São só boatos espalhados pelos meios de comunicação. À medida que crescia o mal-estar dentro da administração, com informação privilegiada a vir a público e assessores a perderem os seus cargos, o presidente apressou-se a justificar no Twitter que tudo estava a correr bem e que tinha “herdado uma confusão”, que estava a tentar “compor”.

O maior inimigo de Trump, segundo o próprio, nestes 100 dias não foi a China, nem a Coreia do Norte, mas sim a imprensa. A acusação de que meios de comunicação como o New York Times e a CNN são “fake news” manteve-se desde a campanha, sendo que neste tweet, o presidente afirma, claramente, que estes são também inimigos dos americanos.

Donald Trump é, neste momento, o homem mais poderoso do mundo. Tem ao seu dispor poderes e armas que ninguém outro ser humano tem. Mesmo assim, não resistiu a comentar a prestação de Arnold Schwarzennegger no papel que era antes seu. Após o programa de televisão “The Apprentice” ter acabado, programa esse que era apresentado e produzido por Trump, o presidente afirmou que o ator “não deixou voluntariamente o Apprentice”, mas que “foi despedido pelas suas más (patéticas) audiências.”

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