CDS-PP pede presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento por causa da seca

  • Lusa
  • 30 Abril 2017

Centristas pedem audição urgente de Capoulas Santos na Comissão de Agricultura e Mar.

O CDS-PP anunciou hoje que requereu a presença urgente do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Capoulas Santos, no parlamento para esclarecer as medidas de mitigação dos impactos da seca na agricultura.

Num requerimento entregue na Assembleia da República, o grupo parlamentar do CDS-PP pede uma audição de Capoulas Santos na Comissão de Agricultura e Mar, uma vez que considera “urgente a implementação de medidas de apoio aos agricultores”.

O ministro da Agricultura anunciou, na semana passada, que iria constituir uma comissão interministerial para “acompanhar a evolução da situação de seca em Portugal e equacionar medidas que se revelem necessárias tomar”.

Nesse sentido, o CDS-PP sublinha que “é de todo o interesse perceber quais as atribuições da nova comissão”, uma vez que, na sequência da seca de 2012, foi constituído um grupo de trabalho para acompanhamento e avaliação dos impactos da seca e criada uma comissão interministerial de prevenção, monitorização e acompanhamento dos efeitos da seca e das alterações climáticas para aprovar medidas urgentes.

No entanto, “não é conhecida nenhuma atuação recente desta comissão interministerial ou eventuais medidas que esteja a prever para minimizar os efeitos da seca que se avizinha”, adianta.

No requerimento, o CDS-PP refere que “a fraca pluviosidade ocorrida neste outono/inverno, cujo nível se mantém abaixo do normal, está a provocar sérios prejuízos na atividade dos agricultores, quer ao nível da alimentação animal (prados, pastagens e culturas forrageiras), quer do desenvolvimento vegetativo de diversas outras culturas”.

O partido indica ainda que as barragens estão com níveis de armazenamento baixo ou mesmo críticos em alguns casos e os dados disponíveis apontam para uma manutenção de ausência de precipitação significativa, o que leva à previsão do agravamento da situação, além de várias organizações já terem manifestado “enorme preocupação, nomeadamente com a falta de água para garantir a realização das culturas e com consequências ao nível da produção de pastagens suficientes para a alimentação animal.

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