BE negoceia com o Governo escalões de IRS para 2018

  • ECO
  • 7 Maio 2017

Pedro Filipe Soares revela, em entrevista, que está a negociar com o Governo a alteração aos escalões. A discussão assenta no custo da revisão.

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, quer que a alteração aos escalões de IRS seja uma realidade no Orçamento do Estado para 2018. O BE está a negociar com o Governo a entrada do dossiê no próximo OE, mas admite que ainda não sabe quanto irá custar a alteração.

Em entrevista à TSF e Diário de Notícias, Pedro Filipe Soares diz que “os acordos têm de ser cumpridos e ainda não foram cumpridos”. Entre esses acordos está a “alteração dos escalões do IRS, devolvendo dinheiro, através da redução de impostos, aos trabalhadores, particularmente dos escalões mais baixos…”.

“Nós estamos, neste momento, a negociar a entrada desse dossiê no Orçamento do Estado para 2018. Por isso, nós não discutimos com notícias públicas ou com fontes que não dão a cara; nós discutimos diretamente com o Governo estas matérias. E o que está em cima da mesa é que nós possamos ter, no Orçamento do Estado para 2018, um aumento do número de escalões de IRS”, refere

Pedro Filipe Soares diz que “a negociação não é com o Partido Socialista, é com o governo, o que nós estamos a fazer”. “A disputa que está, neste momento, em causa não é se se faz ou não a alteração dos escalões para 2018”, diz o líder parlamentar do BE. O ponto está no custo da medida. O que está “à mesa de negociações é qual é o valor deste pacote orçamental, se tem mais ou menos efeito na alteração dos escalões de IRS”.

“Essa é a discussão e é a discussão que nós estamos a fazer com toda a abertura. Há aqui uma divergência no que toca ao valor: o governo, indicativamente, colocou no Programa da Estabilidade que seria um valor de cerca de 200 milhões de euros; nós achamos que isso é manifestamente insuficiente face ao caminho que gostávamos de fazer para, no final da legislatura, acabar com as alterações de impostos que o Vítor Gaspar fez e que foi aquele enorme aumento de impostos”, nota.

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