Petróleo avança 1% com sinais de maior consumo nos EUA

Brent volta a negociar mais perto dos 50 dólares depois da quebra nos stocks norte-americanos.

O mercado do petróleo continua em forte oscilação à medida que os investidores vão incorporando os novos dados que permitam perceber até que ponto o acordo da OPEP está a ter efeitos práticos na redução do excesso global de ouro negro.

Depois do tombo de mais de 1% esta terça-feira, o barril de petróleo apresenta-se em recuperação tanto em Londres como em Nova Iorque. No caso do Brent, contrato que serve de referência para as importações nacionais, o barril aprecia 0,96% para 49,20 dólares, aproximando-se de novo da casa dos 50 dólares. O crude americano avança 1,11%.

A dar força às cotações do ouro negro está a quebra dos inventários nos EUA, o maior consumidor mundial desta matéria-prima. De acordo com o American Petroleum Institute (API), os stocks caíram em 5,79 milhões de barris na última semana. Entretanto, a Administração de Informação Energética aumentou a sua estimativa para a média de produção nos EUA este ano para os 9,31 milhões de barris diários.

Brent aproxima-se dos 50 dólares

Fonte: Bloomberg (valores em dólares)

“O dados da API são favoráveis a uma valorização, mas o aumento da produção nos EUA vai manter pressão sobre os preços”, referiu Jonathan Barratt, da Ayers Alliance Securities, à Bloomberg. “O consumo global de petróleo precisa de acelerar para acalmar grande parte dos receios dos mercados”, acrescentou.

"O dados da API são favoráveis a uma valorização, mas o aumento da produção nos EUA vai manter pressão sobre os preços. O consumo global de petróleo precisa de acelerar para acalmar grande parte dos receios dos mercados.”

Jonathan Barratt

Ayers Alliance Securities

Nas últimas semanas, o preço do barril de petróleo entrou num ciclo de quedas, tendo caído na sexta-feira para patamares anteriores ao acordo da OPEP. Recuperou parcialmente depois de o cartel ter admitido prolongar o acordo que visa limitar a produção petrolífera para lá de 2017.

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