Francisco Lacerda: “Só com inovação teremos uma economia mais próspera”

O presidente da COTEC alertou durante o 14.º Encontro da Associação que o fosso que separa as empresas nacionais em termos de investimento na inovação pode agravar-se nos próximos anos.

Francisco Lacerda, presidente da COTEC, defendeu esta terça-feira na sessão de enceramento do 14.º Encontro Anual da COTEC que “só através da inovação” o país conseguirá ter “uma economia mais próspera e mais sustentável”.

Para corroborar a afirmação, Francisco Lacerda, socorreu-se das conclusões do estudo da COTEC, feito em parceria com a Deloitte, e adianta que as empresas inovadoras apresentam um desempenho económico e financeiro superior às restantes.

As conclusões do estudo, intitulado “Destino: Crescimento e Inovação — O impacto da inovação na performance económica-financeira das PME e no seu crescimento” elencam as características que uma empresa inovadora deve apresentar:

  • maiores taxas de crescimento;
  • ter maior presença internacional;
  • ter melhor saúde financeira;
  • ser mais eficiente e mais rentável;
  • ser maior empregadora e pagar melhores salários.

Francisco Lacerda diz que “são conclusões muito fortes”, mas deixa um alerta: “Os próximos anos vão exigir ainda mais esforços que vão além dos recursos internos das empresas”.

Inovação colaborativa

Tal como defendeu o orador convidado do encontro, Roland Kupers, Lacerda pôs também o enfoque do seu discurso no “conceito de inovação colaborativa”, até porque frisou esta matéria “é hoje uma competência crítica para a competitividade e sobrevivência, já que nenhuma empresa isoladamente tem os recursos suficientes para responder aos desafios colocados no mercado global”.

Francisco Lacerda diz no entanto que “é possível olhar para o futuro como uma oportunidade, porque a experimentação e exploração conjunta de novas ideias com tecnologia permite alargar o leque de possibilidades de trazer com sucesso uma ideia para o mercado“.

Mas as políticas públicas terão também que fazer o seu papel. Para o presidente da COTEC “é indispensável uma avaliação permanente da eficácia das políticas públicas”. Nesse sentido Lacerda apelou a que os decisores políticos “removam os fatores de constrangimento e implementem medidas focadas, coerentes e abrangentes”.

Lacerda referiu ainda que “apesar dos efeitos do ambiente macroeconómico nos anos recentes, o país tem logrado manter a posição relativa nos principais indicadores de inovação”. Porém, sublinhou: “Esta distância poderá alargar-se nos próximos anos”.

Na base deste alerta do presidente da COTEC está o facto das empresas portuguesas investirem em conhecimento “metade que a média europeia e três vezes menos que as empresas das economias líderes em inovação”. Lacerda disse mesmo que “este fosso pode ser fatal para a nossa competitividade”.

Ainda durante o encontro, Francisco Lacerda confirmou que em dezembro Portugal vai acolher um novo encontro da COTEC Europa com a habitual presença dos três chefes de Estado dos países COTEC.

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