Portugal foi o mercado da easyJet que mais cresceu

A companhia aérea britânica transportou 2,3 milhões de passageiros de e para Portugal entre outubro de 2016 e março deste ano. Lisboa respondeu por metade destes números.

Portugal foi o mercado onde a easyJet mais cresceu no que toca ao aumento de capacidade. No semestre terminado em março deste ano, período em que a companhia aérea britânica reportou prejuízos próximos de 250 milhões de euros, a easyJet aumentou a capacidade em 17% no mercado português. Ao todo, transportou 2,3 milhões de passageiros de e para Portugal, um aumento homólogo de 16%, que fica muito acima do crescimento médio da companhia aérea. Nesse semestre, a easyJet transportou, a nível global, 33,8 milhões de passageiros, mais 9% do que no ano anterior.

“Tivemos um crescimento bastante forte em Portugal, também fruto do investimento que a easyJet tem feito neste mercado”, diz ao ECO José Lopes, diretor comercial da companhia lowcost para Portugal.

O responsável detalha que Lisboa respondeu por praticamente metade da operação em Portugal, com o aeroporto da Portela a movimentar 1,1 milhões de passageiros. Segue-se o Porto, com cerca de 720 mil passageiros. Em Faro e no Funchal, o crescimento do número de passageiros ultrapassou os 20%.

No próximo ano, a operação da easyJet em Portugal — e a nível global — deverá melhorar também graças à aquisição de novos aviões da Airbus, que permitem um aumento de capacidade significativo. “É uma ótima notícia. Vivemos tempos em que, cada vez mais, na Europa, existem aeroportos extremamente congestionados a nível de slots. Esta flexibilidade do acordo com a Airbus vai permitir-nos, com um voo apenas, ter um aumento de capacidade bastante forte. Poderá ser útil, por exemplo, para aeroportos como Lisboa, onde existe cada vez maior restrição do número de slots disponíveis”, reconhece José Lopes.

Os A321 NEO que a companhia adquiriu têm uma capacidade de 235 lugares.

Nova casa só depois do verão

O mercado esperava que a easyJet anunciasse, esta terça-feira, qual o país onde pretende criar uma subsidiária para fugir ao Brexit. Contudo, esse anúncio só deverá ser feito no verão. “A easyJet mantém-se bem encaminhada para confirmar a posse de um Certificado Europeu de Operação Aérea até ao verão, consequentemente, assegurar as suas operações futuras dentro da União Europeia”, pode ler-se no relatório de resultados trimestrais, publicado esta terça-feira.

A companhia aérea decidiu pedir um novo Certificado de Operação Aérea depois de o referendo no Reino Unido ter ditado a saída do país da União Europeia. A empresa britânica quer manter-se na UE para fugir aos entraves à livre circulação de pessoas que poderão resultar do Brexit, e o facto de contar com 40% de capital cipriota permite-lhe cumprir com a legislação a que a aviação europeia está sujeita.

Portugal poderá ser opção para a companhia aérea, mas, para já, não há pistas sobre qual será a sua nova casa.

“Quando começámos este projeto, todos os países eram uma possibilidade. O facto de a easyJet ser uma empresa de sucesso, ser um dos maiores operadores europeus, faz com que seja normal que todos os países comunitários tenham interesse em nós”, disse José Lopes ao ECO, em abril.

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