António Costa diz que “é prematuro” discutir escalões de IRS

O próximo ano vai contar com um alívio da carga fiscal, nomeadamente através da introdução de novos escalões de IRS. Mas, para já, é cedo para falar disso, diz o primeiro-ministro.

Bloco de Esquerda e PCP têm pressionado o Governo para que haja um alívio significativo da carga fiscal no Orçamento do Estado para 2018, mas António Costa não está pronto para revelar as novas medidas que vão constar do documento. Para o primeiro-ministro, ainda há “muito tempo” até ao dia da apresentação do próximo Orçamento e, por isso, “é prematuro” discutir medidas como a alteração aos escalões de IRS.

“Temos de continuar a trabalhar para que o bom momento que a economia vive tenha continuidade. A criação de novos escalões no IRS, tendo em vista melhorar a progressividade, é uma das medidas a implementar, mas estamos ainda em maio, estamos a trabalhar para que isso aconteça. Temos muito tempo até ao dia 15 de outubro”, disse António Costa, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

"O Orçamento será coerente com o que consta do programa de Governo. A carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho já diminuiu significativamente.”

António Costa

Primeiro-ministro

Perante a insistência dos jornalistas, o primeiro-ministro disse apenas que “o Orçamento será coerente com o que consta do programa de Governo“, sublinhando que “a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho já diminuiu significativamente”. 2018 “é ano de começar o alívio através dos escalões IRS, começando pelos rendimentos mais baixos”, afirmou ainda António Costa. Mas deixou claro: “É prematuro antecipar o que vai ser discutido em outubro”.

Também esta tarde, o presidente do Partido Socialista, Carlos César, afirmou que não há “quantitativos pré-estabelecidos” para o alívio da carga fiscal em 2018, salientando que este alívio deve ter em consideração parâmetros como o equilíbrio orçamental e a afetação de recursos para o investimento.

Estas posições do Governo e do PS são tomadas numa altura em que os partidos que suportam a maioria parlamentar têm avançado com exigências para o próximo ano. O PCP pretende duplicar o número de escalões, dos atuais cinco para dez, enquanto o Bloco de Esquerda quer uma despesa fiscal de 1,2 mil milhões de euros (600 milhões em 2018 e outros 600 no ano seguinte) para baixar o IRS.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

António Costa diz que “é prematuro” discutir escalões de IRS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião