Fosun aposta numa “forma suave” de fazer negócios no estrangeiro

  • Lusa
  • 28 Maio 2017

"Quando se quer iniciar um negócio num novo país, temos de estar preparados para nos adaptar", disse o diretor geral da Fosun, Xu Lingjiang, Horasis Global Meeting, em Cascais.

O diretor geral da Fosun, Xu Lingjiang, responsável pela operação em Portugal, revelou este sábado que a estratégia de expansão internacional do grupo chinês passa pela aposta numa “forma suave” de fazer negócios com os parceiros.

“Queremos ter uma comunicação suave e uma forma suave de fazer negócios com os nossos parceiros”, afirmou o gestor durante a sua intervenção no debate de arranque da Horasis Global Meeting, em Cascais.

"Queremos ter uma comunicação suave e uma forma suave de fazer negócios com os nossos parceiros.”

Xu Lingjiang

Diretor geral da Fosun

Xu Lingjiang, que passou recentemente a ser administrador não executivo do Banco Comercial Português (BCP), no qual a Fosun é o maior acionista com cerca de 25% do capital, assinalou que “qualquer negócio transfronteiriço depende da compreensão” entre as partes, apontando para as “muitas diferenças” existentes a vários níveis, como as culturais e ao nível das mentalidades, que o grupo chinês enfrenta nas suas operações externas.

“Quando se quer iniciar um negócio num novo país, temos de estar preparados para nos adaptar”, admitiu o líder da Fosun em Portugal, empresa que, além de ter entrado recentemente no capital do BCP, adquiriu uma participação relevante no capital da Rede Elétrica Nacional (REN) e também é dona da Fidelidade (a maior seguradora portuguesa) e da Luz Saúde.

“É isso que temos feito e com benefícios mútuos”, considerou, vincando a necessidade de “ganhar a confiança” nos novos mercados em que entra o maior grupo empresarial privado chinês.

“Se houver confiança, é fácil haver entendimentos. Se não houver confiança, é muito mais difícil ultrapassar as dificuldades”, vincou o líder da Fosun em Portugal, país onde o grupo já investiu quase três mil milhões de euros.

E acrescentou: “É por isso que mantemos confiança nas equipas de gestão das companhias que adquirimos”.

A Lusa tentou falar com o gestor chinês à margem do evento, mas Xu Lingjiang não se mostrou disponível.

A Horasis Global Meeting, que hoje começou com o painel “China e Europa – unir as mãos para a inovação”, reúne em Portugal até terça-feira mais de 400 participantes de 70 países.

Durante o debate de hoje, o embaixador da China em Portugal, Cai Rua, realçou o elevado investimento feito nos últimos anos por empresas chinesas no mercado português, em áreas como a energia, a banca, os seguros e a saúde, sublinhando que ultrapassa os oito mil milhões de euros.

“Em breve [a partir de 6 de julho] vai haver ligações aéreas diretas entre Pequim e Lisboa”, salientou o diplomata, mostrando-se confiante no aprofundamento das relações em vários níveis entre os dois países, como no investimento, nos negócios e no turismo.

“Portugal tem um grande potencial e, através da cooperação entre a China e Portugal, é possível atingir um nível mais alto”, rematou Cai Rua.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Fosun aposta numa “forma suave” de fazer negócios no estrangeiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião