Energia trava bolsa. REN, sem dividendo, cai 5%

A bolsa nacional arrancou a semana em queda, acompanhando a tendência das restantes praças europeias. Lisboa está a ser penalizada pelo setor energético. A REN está a negociar sem dividendo.

A bolsa nacional arrancou a semana com sinal negativo. Segue as quedas registadas nos restantes mercados europeus num dia que será marcado por menor liquidez, penalizada pela queda das ações do setor energético. A REN, que está em ex-dividendo, destaca-se pela negativa.

Num dia que será marcado pela menor liquidez já que vários mercados acionistas mundiais estarão encerrados — nos EUA celebra-se o Memorial Day — a Europa abriu no verde, com o Stoxx 600 a descer 0,2%. Em Lisboa, o PSI-20, que recuou na última sessão devido ao destaque do dividendo da Galp, cai 0,26% para 5.212,73 pontos.

A contribuir para esta descida da bolsa estão os títulos do setor energético. A EDP e a EDP Renováveis seguem a desvalorizar 0,22% e 0,42%, respetivamente, enquanto a Galp Energia avança 0,11%. A subida da petrolífera segue-se a uma queda de 2% resultante do destaque da remuneração de 25 cêntimos que será agora entregue aos investidores.

A REN negoceia sem direito ao dividendo de cerca de 17 cêntimos, o que está a levar a uma descida de 5,33% das ações da empresa liderada por Rodrigo Costa para 2,83 euros. Antes de destacar esta remuneração, a gestora da rede elétrica acumulava uma valorização de mais de 10% desde o início deste ano.

O BCP, que perdeu mais de 1% na última sessão, apresenta uma valorização de 0,48% para 22,88 cêntimos, isto no dia em que comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o Norges Bank reforçou a sua posição no capital. O fundo soberano norueguês passou a controlar 2,63% das ações do banco liderado por Nuno Amado.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Energia trava bolsa. REN, sem dividendo, cai 5%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião