Estudos ambientais ameaçam investimento de 200 milhões no Algarve

  • ECO
  • 29 Maio 2017

O empreendimento previa a construção de hotel, campo de golfe, centro de investigação e centro de empresas. Está parado desde 2012.

A United Investments Portugal, empresa que detém o Pine Cliffs e o Sheraton Cascais, poderá deixar cair um investimento de 200 milhões de euros que tinha planeado para Vale do Freixo, no Algarve. A notícia é avançada, esta segunda-feira, pelo Jornal de Negócios (acesso pago). Em causa está o impacto ambiental que o projeto poderá ter.

O empreendimento previa a construção de um hotel, um campo de golfe, um centro de investigação com a Universidade do Algarve e um centro de empresas, além de uma componente imobiliária, que, segundo o Negócios, já terá “contratos firmados”. Contudo, e de acordo com Carlos Leal, diretor-geral da United Investments Portugal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) tem reservas quanto à “densidade de construção do projeto”, que já chegou a receber o estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN) por parte do Governo.

Assim, os terrenos no concelho de Loulé estão “ao abandono” desde 2012, quando foi atribuído o PIN ao projeto. Nessa altura, Carlos Leal apontava para que o projeto arrancasse até ao início de 2014 e criasse 350 postos de trabalho diretos.

Agora, Carlos Leal garante que o fundo que gere não vai investir mais dinheiro no projeto. “Ou temos uma resposta, uma justificação para o projeto não ser aprovado, ou fechamos a porta e vamos investir noutro país. Não estou a pedir que aprovem, só que me deem uma resposta”, diz ao Negócios.

Contactada pelo mesmo jornal, o ICNF justifica que as negociações não têm sido bem-sucedidas porque “não se mostra conclusiva a não afetação da integridade do Sítio de Importância Comunitária Barrocal”, ou seja, o instituto ainda tem dúvidas sobre o impacto que o projeto poderá ter na área do barrocal algarvio.

Já o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, diz que o projeto está “em ponto de bloqueio porque o ICNF apresenta a exigência de um estudo de avaliação estratégica ambiental”.

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