Medina acaba mandato com “sentimento de missão cumprida” e cria tabu sobre recandidatura

  • Lusa
  • 29 Maio 2017

“Sentimento de missão cumprida”, é como o presidente da Câmara de Lisboa diz que termina o mandato à frente do município de Lisboa, mas escusa-se a assumir se será candidato nas próximas autárquicas.

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que termina o mandato à frente do município com o “sentimento de missão cumprida”, nomeadamente na vertente económica, mas escusou-se a assumir se será candidato nas próximas eleições autárquicas.

“Este mandato correu sob a vontade de dar a volta à economia da cidade e, daqui, também ajudarmos a dar a volta à região e ao país. E acho que, quanto a esta grande tarefa, a este grande objetivo, a este grande desígnio, concluímos este mandato com sentimento de missão cumprida”, afirmou o autarca socialista, Fernando Medina, que falava no cineteatro Capitólio no final de uma conferência de balanço que durou quase duas horas.

Medina admitiu que “há sempre problemas que não foram resolvidos, mas também problemas novos, que surgem de uma nova realidade, da mudança dos tempos, do contexto”.

Quando questionado pelos jornalistas sobre o que falta para assumir a sua candidatura nas eleições autárquicas, Fernando Medina escusou-se a responder, afirmando que a sessão de hoje apenas teve o objetivo de “prestar contas”.

“Daqui a uns tempos vai iniciar-se um debate político na cidade para um novo mandato, mas esse novo mandato tem de ser feito na base daquilo que apresentaremos como proposta política para o futuro da cidade”, acrescentou.

A 6 de abril de 2015, o até então vice-presidente do município e responsável pelas pastas do Turismo, Finanças e Recursos Humanos, Fernando Medina, passou a presidir à autarquia devido à saída do ex-presidente e atual primeiro-ministro, António Costa, para preparar as eleições legislativas.

Nas próximas eleições autárquicas, marcadas para 1 de outubro, concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (líder do CDS-PP), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE) e Teresa Leal Coelho (PSD).

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