Pizarro: Moreira não é “partidofóbico” mas “está numa cruzada”

  • ECO
  • 2 Junho 2017

O movimento de Rui Moreira no Porto já tem "tiques dos partidos", diz o candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Lisboa.

Manuel Pizarro desmentiu que Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, fosse “partidofóbico”, mas diz que está numa “cruzada anti-partidos” nas últimas semanas. O candidato do Partido Socialista ao Porto, que foi braço direito do independente no último mandato, reconhece como conjuntos os sucessos da parceria entre o PS e o independente Rui Moreira nos últimos anos, e apresenta propostas de continuidade em relação aos projetos até agora desenvolvido.

“Impressiona ver agora Rui Moreira interpretar um discurso anti-partidos”, afirmou Manuel Pizarro em entrevista ao Observador. “Impressiona-me ainda mais ver cristalizar num movimento os mesmos tiques que às vezes acusamos os partidos políticos de terem”, acrescentou.

No entanto, afirma que não hesitou em candidatar-se contra Rui Moreira quando se apercebeu de que o independente não tinha intenções de prolongar a sua aliança com o Partido Socialista. Tenho bem noção das minhas responsabilidades. O PS tinha a obrigação de apresentar uma candidatura, porque tem uma longa história na cidade do Porto”, afirmou o candidato. “Também não tive dúvidas de que tinha de protagonizar essa candidatura. Não seria aceitável que gerássemos um caso sobre a escolha de quem era o candidato”.

Manuel Pizarro destacou ainda a importância do papel do Partido Socialista na execução do programa dos últimos anos. “Tínhamos 111 medidas no programa eleitoral do PS e chegámos ao fim dos três anos e tínhamos executado ou em fase de execução mais de 87% dessas medidas”, acrescentou.

Sobre a proposta de lei do PS sobre o alojamento local, Manuel Pizarro chamou-lhe uma “belíssima base de discussão” e afirmou não ter uma opinião específica sobre o tema. “Mas este problema tem de ser tratado”, reconheceu. “Preferia que o quadro legal fosse mais generalista e que deixasse espaço para a governação local. Até porque este problema do alojamento local é muito importante, apesar de tudo, em meia dúzia de municípios do país”.

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