Portugal cresce acima da média do euro, mas não é o único

  • Margarida Peixoto
  • 8 Junho 2017

Portugal cresceu 2,8% no primeiro trimestre deste ano, mas fica a meio da tabela quando comparado com os restantes parceiros do euro. Em cadeia fica em quinto lugar.

A economia portuguesa cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017 — um valor que comparado com o historial recente português impressiona. Contudo, no contexto da zona euro, o ritmo não sobressai tanto. Apesar de ser bem acima da média, fica a meio da tabela dos 16 países da moeda única para os quais há dados, mostra o boletim do Eurostat divulgado esta quinta-feira.

No primeiro trimestre de 2017, o PIB português avançou 2,8% face a igual período de 2016 e 1% comparando com os últimos três meses de 2016. Estes valores superam a média da zona euro e indicam que Portugal está a convergir com os parceiros. O crescimento homólogo médio dos 16 Estados-membros da moeda única (não há dados disponíveis para a Irlanda, o Luxemburgo e Malta) foi de 1,9% e a média do crescimento trimestral foi de 0,6%.

Contudo, Portugal não se destaca particularmente no ranking. No que toca ao crescimento homólogo, fica precisamente a meio da tabela. Espanha destaca-se com um crescimento de 3% e vários países do alargamento da zona euro superam este valor: é o caso da Eslovénia (5%), Letónia (4%) ou da Estónia (4%). Já a Grécia escapou à recessão, com um crescimento de 0,4%.

Dados não disponíveis para Irlanda, Luxemburgo e Malta. Fonte: Eurostat

Já na comparação em cadeia, Portugal fica mais bem colocado: foi o quinto país que mais cresceu. A Letónia (1,6%), a Eslovénia (1,5%) e a Lituânia (1,4%) ocupam o pódio, seguidas pela Finlândia (1,2%).

Os dados do Eurostat mostram que o principal contributo para o crescimento da zona euro foi o investimento (1,2 pontos percentuais). As exportações contribuíram positivamente com 2,1 pontos percentuais, mas deduzidas das importações, que retiraram ao PIB 2,6 pontos percentuais, o efeito líquido das vendas ao exterior foi negativo.

O consumo privado ajudou com 0,9 pontos, as variações de inventários somaram 0,4 pontos e o consumo público apenas acrescentou 0,2 pontos percentuais.

Já no conjunto da União Europeia, que cresceu 2,1% em termos homólogos, o contributo do consumo privado foi mais evidente, tendo mesmo superado, ainda que ligeiramente, o do investimento. O contributo das exportações líquidas também foi negativo e o consumo público ficou igualmente contido.

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