Inflação na zona euro cai para 1,4%. Pressão sobre o BCE alivia

Boas notícias para o BCE e para os Estados membros que não querem ver os juros subir: a inflação anual na zona euro em maio foi de 1,4%, descendo dos 1,9% verificados em abril.

A inflação da zona euro afastou-se da fasquia dos 2% em maio, desacelerando para os 1,4%. Um desempenho que permitirá a alguns países respirar de alívio porque significa que para já não há pressão para o Banco Central Europeu retirar já os estímulos à economia, por mais que a Alemanha — em campanha para as legislativas de setembro — insista nesta tecla.

Ou seja, as taxas de juro não precisarão de sofrer qualquer aumento para já. Isto porque a inflação desacelerou para 1,4% em maio, afastando-se da fasquia dos 2%, estabelecida como limite psicológico pelo BCE, e dos 1,9% registados em abril deste ano.

A Irlanda, Roménia, Dinamarca e Holanda estiveram em destaque pela baixa inflação com 0%, 0,5% e 0,7% para os dois últimos dois, respetivamente. Ao nível dos setores, foram as telecomunicações, vestuário e proteção social que mais contribuíram para a evolução positiva, reduzindo 0,1%, 0,06% e 0,04% respetivamente.

Já a Estónia registou o valor mais elevado de inflação da zona Euro, os 3,5%. Seguiram-se a Lituânia, com 3,2% e o Reino Unido com 2,9%. Neste último, os efeitos do Brexit começam a sentir-se, e o Banco de Inglaterra (BoE), o banco central do Reino Unido, poderá ter que subir as taxas de juro em breve. Recorde-se que esta quinta-feira o BoE optou por manter a sua taxa diretora no mínimo histórico de 0,25%. Mas a decisão não foi unânime o que leva a antecipar que a subida de juros pode estar próxima. E os dados da inflação de maio ajudam a corroborar essa suspeita.

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