BCE voltou a reduzir compras de dívida portuguesa para novo mínimo

Banco central voltou a baixar o ritmo de compra de dívida portuguesa para um novo mínimo histórico. Mas Portugal não é caso único.

O Banco Central Europeu (BCE) continua a diminuir o ritmo de compra de obrigações portuguesas no âmbito do plano de aquisição de dívida do setor público (PSPP). Em maio, a autoridade monetária adquiriu 504 milhões de euros em títulos nacionais, um novo mínimo de sempre.

A cada mês que passa o banco central vai reduzindo as suas compras de dívida não só em Portugal, mas também na generalidade dos países do bloco da moeda única. Isto acontece por várias razões: a primeira das quais prende-se com o facto de ter reduzido a magnitude do seu plano de estímulos desde abril passado. Em vez dos 80 mil milhões mensais, o BCE baixou o ritmo de compras para os 60 mil milhões, marcando o início da reversão dos estímulos que foram implementados para animar a economia.

Em relação a Portugal, foi o sexto mês de queda nas compras. E os 504 milhões adquiridos em dívida de Portugal comparam com a média mensal de 1.023 milhões de euros desde o início deste programa, iniciado em 2015. No total, a entidade liderada por Mario Draghi detinha 27,6 mil milhões de euros em títulos portugueses no final do mês passado.

O plano do BCE estipula um conjunto de regras que limitam o nível de compras de dívida por país, nomeadamente a chave de capital de cada membro junto do banco central. O BCE só pode ficar com até 33% de uma linha de obrigações, por exemplo.

Além disso, conforme explicou o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, o banco central está a comprar agora menos dívida portuguesa do que a meta definida por essa chave de capital por causa das aquisições de dívida efetuadas num outro programa semelhante e que vigorou entre 2010 e 2012.

Quanto ao PSPP, tem fim previsto para dezembro deste ano, mas vários responsáveis da instituição com sede em Frankfurt já sublinharam que a retirada dos estímulos será feita de forma gradual para evitar perturbações nos mercados financeiros. Também os economistas esperam uma ação do BCE nesse sentido.

(Notícia atualizada às 15h31)

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