Nos já tem mais clientes em pacotes do que a Meo

A operadora liderada por Miguel Almeida superou pela primeira vez o número total de subscritores de pacotes de serviços de comunicações da Meo.

A Nos chegou à liderança do mercado de telecomunicações em Portugal em prestação de serviços de telecomunicações em pacote. A operadora liderada por Miguel Almeida superou o número de clientes da Meo, detida pela Altice, considerando apenas as ofertas em pacote, de acordo com os dados da Anacom.

“No trimestre em análise [entre janeiro e março de 2017], o Grupo Nos registou pela primeira vez a quota subscritores mais elevada (39,4%), seguindo-se a Meo (39,2%), e a Vodafone (16,4%), e o Grupo Apax (5%)”, refere o regulador do setor das telecomunicações. A Nos lidera nas modalidades 3P e 4P (telefone, televisão e internet), enquanto a Meo liderava nas modalidades 2P (televisão e internet ou telefone e internet) e 5P (que conta também com a banda larga móvel).

No trimestre anterior a Nos tinha uma quota de 39,3%, tendo aumentado. Já a Meo, continua a perder mercado no que toca a ofertas convergentes: baixou de 39,7% no quarto trimestre do ano passado, sendo que há um ano tinha mais de 40%. A culpa é, em parte, da Vodafone, que continua a ganhar expressão no setor.

“A Vodafone continuou a ser o prestador que mais aumentou a sua quota de subscritores de pacote de serviços (+0,4 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2017 e +1,8 pontos percentuais nos últimos 12 meses) e o que registou a maior aquisição líquida de subscritores durante o primeiro trimestre de 2017 (+21 mil)”, acrescenta a Anacom.

Apesar de bater a Meo no que toca a clientes, a Nos continua atrás nas receitas. “Em termos de receitas, no primeiro trimestre 2017, a Meo era o principal prestador de serviços em pacote, com uma quota de cerca de 41,8%, seguindo-se o Grupo NOS (39,9%), a Vodafone (14,2%) e o Grupo Apax (4%)”, remata. Isto é explicado, em parte, pela maior fatia de mercado em 5P que é, também, a mais rentável para as operadoras.

Quanto a isso, as receitas conseguidas com o fornecimento de serviços em pacote cresceu 6% em termos homólogos, para 440 milhões de euros no total do trimestre. Cada subscritor valeu uma receita mensal de, em média, 41,57 euros, uma queda de 1,6% em relação aos três primeiros meses do ano passado. A mesma receita média mensal foi de 52,85 por agregado familiar com ofertas em pacote, sublinha a Anacom.

A Anacom refere, por fim, que o número de subscritores destas ofertas convergentes atingiu 3,55 milhões. São só mais 35.000 subscritores do que no trimestre anterior, um crescimento de 1% que “foi o mais baixo” desde 2011, altura em que a Anacom começou a publicar este tipo de informação. Além do mais, “os pacotes 5P”, os mais populares, “cresceram significativamente abaixo da média nos últimos anos”, desde 2014.

Meo presta esclarecimentos

Face a estas informações, a Meo emitiu um comunicado ao final desta terça-feira, onde garante que, no que toca ao mercado global de telecomunicações, “continua a ser líder absoluta”. “O relatório da Anacom que serve de base à interpretação que durante o dia de hoje os jornalistas fizeram refere-se exclusivamente aos serviços disponibilizados por ‘pacote’, não abrangendo a totalidade dos serviços prestados por cada operador”, justificou a empresa.

A Meo “é, pois, líder nos pacotes de maior valor e mais serviços incluídos (5P), por larga margem. A liderança de mercado é resultado de todos os serviços e não apenas daqueles resultantes da subscrição de ‘pacotes'”, acrescentou a operadora.

(Notícia atualizada às 22h13 com comunicado e esclarecimentos da Meo)

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