Mercado asiático calmo perante entrada da China na MSCI

  • Marta Santos Silva
  • 21 Junho 2017

As praças asiáticas, e em particular Shangai, responderam com pouco entusiasmo à entrada das ações chinesas nos índices bolsistas da MSCI, já que o impacto a curto prazo é pequeno.

As ações chinesas não refletiram muito a entrada histórica nos índices globais da MSCI, em parte porque o impacto real, a curto prazo, desta entrada é pequeno. A MSCI anunciou esta terça-feira, que passaria a representar as ações chinesas nos seus índices, após três tentativas rejeitadas, mas a concretização da decisão será só dentro de um ano.

O índice bolsista de Shangai registava uma subida de apenas 0,3% a meio da manhã, após uma pequena queda à hora de abertura. No mercado asiático em geral viam-se quedas, com a moeda japonesa iene a fortalecer-se graças à queda mundial dos preços do petróleo.

Para o analista Jingyi Pan, da IG Asia, a reação tímida da bolsa chinesa explica-se porque “a curto prazo a inclusão [na MSCI] só pode ser vista como simbólica, já que a implementação será só daqui a 12 meses”, disse à Bloomberg. A inclusão das ações chinesas nos índices acontecerá em duas fases, em maio e agosto de 2018.

“Consideramos que o anúncio é um marco importante na integração dos mercados acionistas chineses com o resto do mundo”, disse Jonathan Garner, da Morgan Stanley em Hong Kong, à Bloomberg, “mas é improvável que se sinta um impacto positivo a curto prazo” em muitos dos títulos, esclareceu.

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