Marisa Matias é DJ nas “Dijsselbloem Nights”

  • Lusa
  • 27 Junho 2017

A eurodeputada do Bloco de Esquerda vai ser DJ numa festa organizada pelo grupo de esquerda do Parlamento Europeu. O objetivo é lutar contra os preconceitos do atual presidente do Eurogrupo.

A eurodeputada Marisa Matias é esta terça-feira uma das animadoras da festa “Dijsselbloem Nights”, assumindo o papel de “DJ M&M” num evento promovido em Bruxelas pelo Grupo da Esquerda Unitária para “combater os estereótipos” relativamente aos países do sul.

Na sequência da polémica entrevista do presidente do Eurogrupo em março passado ao jornal Frankfurter Zeitung, na qual Jeroen Dijsselbloem afirmou, referindo-se aos países do Sul da Europa, que “não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda”, o Grupo da Esquerda no Parlamento Europeu – que integra Bloco de Esquerda e PCP – organiza hoje e quarta-feira duas ‘soirées’ dedicadas à cultura e diálogo, a primeira das quais grega, portuguesa e cipriota (e a segunda italiana e espanhola).

Na festa de hoje, a ter lugar no coletivo Garcia Lorca, no centro de Bruxelas, a eurodeputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, será uma das protagonistas, ao assumir o papel de “DJ M&M”, alcunha que tinha na escola como resultado das iniciais do nome e apelido.

Cartaz da festa com os DJ’s.

Em declarações à Lusa, Marisa Matias confidenciou que esta será a primeira vez que fará de ‘disc-jockey’ e revelou que começará por reproduzir a mensagem do posto de comando da noite de 25 de abril de 1974 e o “Grândola, Vila Morena”, para de seguida “percorrer um bocadinho aquilo que é a história da música portuguesa nos últimos anos”, desde a revolução.

A deputada ao Parlamento Europeu afirmou que o objetivo destes serões é “desmistificar preconceitos”, como aqueles manifestados pelo político holandês, mostrando “que há uma cultura muito mais vasta e muito mais rica” nos países do sul, o que inclui também uma mostra de produtos gastronómicos.

Marisa Matias revelou que Dijsselbloem foi convidado, não tendo ainda respondido.

As polémicas declarações de Jeroen Dijsselbloem levaram o Governo português a pedir a sua demissão, tendo o presidente do Eurogrupo, ainda em funções, recusado colocar o lugar à disposição devido ao que classificou como um mal-entendido em torno de palavras que admitiu terem sido infelizes “na forma”.

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