Têxtil português conta história de sucesso ao FMI
O setor têxtil esteve, na passada sexta-feira, reunido em Lisboa com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O convite que partiu do Fundo tinha como objectivo dar a conhecer a recuperação do setor.

Representantes e membros do setor têxtil português reuniram-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a convite da instituição internacional, para dar a conhecer a recuperação da indústria têxtil e vestuário portuguesa.
Paulo Vaz, diretor geral da ATP, adianta, em declarações ao ECO, que “foi uma conversa simpática, na qual o FMI se mostrou muito interessado e surpreso por uma indústria dita tradicional ser hoje uma indústria moderna, incorporando tecnologia, design e serviço e aumentando a sua presença global“.
A reunião teve lugar na passada sexta-feira, 23 de junho, no Ministério das Finanças, em Lisboa.
A delegação da Associação Têxtil e Vestuário (ATP) eram composta pelo presidente da ATP e CEO da Somelos, pelo diretor-geral da associação, Paulo Vaz, pelo vice-presidente da associação e CEO da Estamparia Adalberto, Mário Jorge Machado e ainda por Isabel Furtado, diretora da ATP e CEO da TMG Automotive.
Isabel Furtado fez inclusivamente uma apresentação do grupo TMG, especialmente focada na mudança de uma empresa têxtil convencional para uma altamente tecnológica.
Já do lado do FMI estiveram presentes quatro elementos — Matthew Gaertner, Erik Lundback, Thierry Bayle e Yanchen Cai –, enquanto que o Governo português fez-se representar por André Costa Monteiro, assessor diplomático do ministro das Finanças, Mário Centeno.
Os responsáveis pelo setor têxtil aproveitaram a ocasião para demonstrar como um setor condenado há uma década exibe hoje uma dinâmica renovada e aparece como exemplo para outros setores na economia tendo, em 2016, ultrapassado a fasquia dos cinco mil milhões de euros em exportações.
“Marcámos uns pontos até porque estes encontros estão inscritos naquilo que são os nossos objetivos no”Fashion From Portugal”, no âmbito da promoção do made in Portugal na fileira têxtil, em especial nos subsetores da moda ‘private label’ — incluindo os têxteis de alta tecnicidade — e os têxteis-lar”, adianta Paulo Vaz.
A ATP destacou ainda, na sua apresentação, a mudança de paradigma do setor baseando-se a competição no valor e não no preço, o que implicou por parte do setor uma aposta no design, na moda, na tecnologia, na inovação e no serviço. E também um investimento em missões internacionais e na participação nalgumas das mais importantes feiras do setor.
Para isso foi necessário uma nova orientação estratégica (plano estratégico elaborado pela ATP, juntamente com políticas públicas focadas na reindustrialização, na inovação e na exportação”) por contraponto a uma abordagem empresarial individualista.
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