António Costa: “Eu dou a cara e assumo as responsabilidades”

  • Juliana Nogueira Santos e Lusa
  • 28 Junho 2017

À saída de uma reunião com os autarcas dos municípios afetados pelo incêndio de Pedrógão Grande, o primeiro-ministro assumiu a responsabilidade pelo apuramento do que se passou.

António Costa afirmou que dá a cara e que assume as suas responsabilidades no que diz respeito ao apuramento do que se passou em Pedrógão Grande. O primeiro-ministro responde assim às declarações de Nuno Morais Sarmento que, em entrevista à Rádio Renascença, afirmou que o governante nunca esteve “tão nervoso como esta semana” e que este tem de responder a todas as questões.

“Eu dou a cara e assumo as responsabilidades”, frisou António Costa, referindo que o lhe compete fazer “é responder às populações, reconstruir este território, contribuir para a prevenção dos incêndios e apoiar as populações e os combatentes do fogo, quando ele surge”.

O primeiro-ministro falou aos jornalistas à saída de uma reunião com os autarcas dos concelhos afetados pelos incêndios na região centro e afirmou que não estava a empurrar “coisa nenhuma” e que deseja que possa “tudo” ficar esclarecido e o “mais rapidamente possível”. “Posso-lhe garantir o seguinte: não tem mais curiosidade que eu”, respondeu também a um dos jornalistas.

Nesta reunião, que juntou o primeiro-ministro e os sete presidentes da câmara — Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Pampilhosa da Serra, Góis, Penela e Sertã –, foi tomada a decisão de utilizar o território afetado para fazer um projeto-piloto no reordenamento da floresta e na revitalização do interior.

Os incêndios que deflagraram na região Centro no dia 17 provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no último sábado. Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março. O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

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