Portugal já tem ok para reembolso antecipado ao FMI

Portugal fez o pedido. Agora, chegou a resposta positiva dos Estados-membros (em sede do Mecanismo Europeu de Estabilidade) para que possam ser reembolsados antecipadamente 10 mil milhões ao FMI.

Portugal já tem “luz verde” para avançar com o reembolso antecipado de mais 10 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os restantes Estados-membros, deram o seu aval aos novos pagamentos, sendo que um deles, no valor de mil milhões de euros, deverá ser feito ainda este mês.

"Aplaudimos a intenção de Portugal realizar pagamentos antecipados relativos aos empréstimos do FMI e estou satisfeito por anunciar que o Conselho do EFSF decidiu autorizar [esse reembolso] e apoiar este plano.”

Klaus Regling

Presidente do EFSF

A 23 de maio, em Bruxelas, o Governo português pediu autorização aos seus parceiros europeus para pagar antecipadamente ao FMI de 9,4 mil milhões de euros dos empréstimos concedidos durante o programa de assistência financeira. A resposta chegou agora através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (EFSF na sigla anglo-saxónica): “O Conselho do EFSF aprovou o pedido português”.

“Aplaudimos a intenção de Portugal realizar pagamentos antecipados relativos aos empréstimos do FMI e estou satisfeito por anunciar que o Conselho do EFSF decidiu autorizar [esse reembolso] e apoiar este plano”, diz Klaus Regling, presidente do EFSF, em comunicado. Mário Centeno, o ministro das Finanças, já tinha dito que assim que tivesse a autorização faria mais um reembolso de mil milhões de euros, de preferência ainda em junho.

Estes pagamentos antecipados vão baixar o custo da dívida de Portugal [o custo da dívida ao FMI é de 4,6%], melhorar a sustentabilidade da sua dívida e enviar um sinal positivo para os mercados das melhorias das suas finanças“, acrescenta o responsável, salientando que “isto é bom para Portugal e para o EFSF como o seu maior credor porque ajuda a colocar Portugal numa melhor posição para honrar com os seus compromissos futuros”.

Klaus Regling continua, afirmando que “encoraja Portugal a utilizar qualquer margem orçamental adicional, tais como a que é criada com estes reembolsos antecipados ou da melhoria do desempenho económico, para reduzir ainda mais o seu nível de endividamento”. A dívida bruta do país está em 247 mil milhões de euros, o equivalente a 130,6% do PIB.

(Notícia atualizada com as declarações de Klaus Regling)

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