Takata afunda quase 70% após declarar insolvência

  • Lusa
  • 28 Junho 2017

Fabricante japonês de airbags declarou insolvência, originando uma quebra avultada em bolsa.

As ações da Takata caíram hoje quase 70% na bolsa de Tóquio, depois de, na segunda-feira, o fabricante japonês de airbags ter declarado bancarrota devido aos avultados prejuízos provocados pelos dispositivos de segurança defeituosos.

No arranque das transações, às 09:42 (01:42 em Lisboa), as ações da Takata na bolsa de Tóquio valiam 34 ienes (0,20 euros), traduzindo uma queda de 69,09%.

A declaração de insolvência apresentada no Japão e nos Estados Unidos levou o regulador bolsista nipónico a suspender a cotação na sessão de terça-feira, após as ações da empresa terem acumulado, desde meados deste mês, perdas na ordem dos 80%.

A Takata tem obrigação de pagar o equivalente a 8.026 milhões de euros, o valor mais alto que uma empresa nipónica terá de pagar por estar em situação de falência, tratando-se do maior fracasso empresarial japonês desde a Segunda Guerra Mundial.

Fundada em 1933, a Takata, que é um dos maiores fornecedores de airbags e de outros dispositivos de segurança viária do mundo, tem lutado nos últimos anos com graves dificuldades financeiras derivadas dos problemas nos airbags.

O defeito dos airbags da Takata, detetado em 2014, localiza-se nos infladores, concretamente no encapsulado metálico onde se aloja a bolsa de ar, que pode abrir-se com demasiada força e projetar fragmentos contra os ocupantes da viatura.

O problema, que tem afundado as contas da empresa devido aos gastos milionários decorrentes da substituição dos dispositivos e sanções, foi associado a pelo menos 15 mortes e afeta veículos de 19 fabricantes de todo o mundo.

O fabricante nipónico deverá ser comprado pela norte-americana Key Safety Systems, uma filial da chinesa Ningbo Joyson Electronic Corp, que já manifestou interesse no negócio avaliado em 1.600 milhões de dólares (1.400 milhões de euros).

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Takata afunda quase 70% após declarar insolvência

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião