Um ano depois depois do escândalo, VW recupera. Prejuízos de 1,7 mil milhões passam a lucros de 2,2 mil milhões

Fabricante alemã vendeu 2,5 milhões de carros no terceiro trimestre, faturando perto de 52 mil milhões de euros.

Passou um ano desde que o escândalo das emissões poluentes abalou a Volkswagen e a maior fabricante de automóveis do mundo continua com muito por fazer — desde logo, tem de pagar milhares de milhões de euros em indemnizações aos clientes afetados. Mas não falta tudo: no terceiro trimestre, a Volkswagen registou lucros de 2,28 mil milhões de euros; há um ano, tinha reportado prejuízos de 1,7 mil milhões de euros.

Já no conjunto dos primeiros nove meses do ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pela Volkswagen, a fabricante automóvel conseguiu lucros de 5,7 mil milhões de euros, um aumento de quase 50% face aos 3,8 mil milhões que reportou em igual período do ano passado.

No terceiro trimestre, o grupo Volkswagen, que agrega, além da própria Volkswagen, marcas como a Audi, a Skodi, a Seat e a Porsche, vendeu 2,5 milhões de automóveis, um aumento de 4,2% face ao ano passado. Já no acumulado de janeiro a setembro, vendeu 7,6 milhões de carros, um aumento homólogo de 2,4%.

Contas feitas, as receitas do grupo ascenderam a perto de 52 mil milhões de euros no terceiro trimestre, mais 1% do que no ano passado, e a 160 mil milhões de euros nos primeiros nove meses, uma queda homóloga de 0,2%.

“Os números dos primeiros três trimestres mostram a solidez operacional do conjunto das marcas do grupo Volkswagen”, comenta Matthias Müller, presidente executivo da Volkswagen, citado em comunicado. “Este é uma base sólida sobre a qual queremos trabalhar para passarmos de uma fabricante automóvel para um fornecedor de mobilidade sustentável”, acrescenta.

Audi cai, Toyota aproxima-se

Apesar das melhorias dos resultados, há alguns fatores que, a curto prazo, podem vir a penalizar as contas da Volkswagen.

Por um lado, a Audi, maior fonte de lucros do grupo Volkswagen, viu os resultados piorarem no conjunto dos nove primeiros meses do ano, penalizada (ainda) pelo escândalo das emissões, que obrigou à substituição dos motores diesel, bem como pelos problemas com os airbags produzidos pela Takata, que têm de ser recolhidos e substituídos.

Estas duas questões levaram a que a Audi tivesse de deixar de lado provisões de 900 milhões de euros. Contas feitas, o resultado operacional da marca de luxo alemã caíram de 4 mil milhões para 3,9 mil milhões nos primeiros nove meses do ano.

Por outro lado, a concorrência não para. Entre janeiro e setembro, a Toyota, segunda maior fabricante do mundo, vendeu 7,53 milhões de carros, aproximando-se dos 7,6 milhões vendidos pelo grupo Volkswagen e colocando em risco o título de maior fabricante automóvel do mundo, que a Volkswagen mantém há quatro anos.

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