Depois do roubo, governo cerra fileiras em Tancos

  • Ana Batalha Oliveira
  • 30 Junho 2017

Dois dias após o assalto, há um reforço na segurança nos Paióis de Tancos. Vão ser investidos 300 mil euros numa vedação. E o Estado vai gastar mais 43 milhões de euros com a compra de mais armas.

“Casa roubada, trancas à porta”, diz o ditado. Depois do assalto a Tancos, o perímetro de segurança vai agora ser reforçado com uma vedação no valor de 316 mil euros. Para além da “prévia concordância” do ministro da Defesa nesta matéria, depois de ter classificado o que aconteceu como um “incidente grave”, foi também publicada em Diário da República a compra de armamento no valor de 43 milhões de euros.

O ministro da Defesa manifestou esta sexta-feira em despacho a “prévia concordância” para obras de “Reconstrução a Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos no valor de 316 mil euros, que ainda não incluem o valor do IVA. A aprovação do ministro foi solicitada dado que as despesas ultrapassam a fasquia dos 299.278,74 que se aplica a Construções e Grandes Reparações. Estas verbas são dispensadas no âmbito do programa de reforma Defesa 2020.

Este despacho já havia sido assinado pelo ministro da Defesa, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes, no dia 5 de junho, data anterior ao roubo que se verificou nesta mesma base esta quarta-feira. Desapareceram da base militar granadas de mão ofensivas e outras munições, incidente que o ministro considerou “grave” nas declarações que fez em Bruxelas.

Ainda em matéria de defesa, foi publicada em Diário da República a autorização do “procedimento de formação contratual” que prevê a aquisição de 42,8 milhões em armamento (que já inclui o IVA) no âmbito da participação na NATO. Entre os vários tipos de armamento a adquirir, destacam-se em número as espingardas automáticas, cerca de 11.000. Também este despacho foi assinado no início do mês, no dia 6 de junho,, sendo o valor a despender faseado até 2022:

2017 – 1.500.000,00 euros;

2018 – 2.000.000,00 euros;

2019 – 10.000.000,00 euros;

2020 – 7.970.000,00 euros;

2021 – 8.000.000,00 euros;

2022 – 13.358.000,00 euros.

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