Militar português morreu em ataque terrorista no Mali

  • Lusa e ECO
  • 19 Junho 2017

Em causa está um ataque terrorista em Bamako, no Mali, pelas 16h deste domingo. Estavam dois portugueses no local. O segundo militar das Forças Armadas saiu ileso.

Um militar português ao serviço da missão da União Europeia no Mali morreu na sequência de um ataque terrorista ocorrido domingo, nas imediações de Bamako, anunciou esta segunda-feira o Estado-Maior General das Forças Armadas.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas publicou um comunicado no seu site a explicar o sucedido. O militar português estava incluído na Força Portuguesa que está ao serviço da União Europeia no Mali (European Union Training Mission – EUTM Mali). A morte ocorreu na sequência de um ataque terrorista nas imediações de Bamako, pelas 16h deste domingo.

“O local onde ocorreu o ataque (Hotel Le Campement Kangaba) é reconhecido e autorizado pela EUTM Mali como Wellfare Center entre os períodos de atividade operacional dos militares que prestam serviço neste país”, explica o comunicado, referindo que “encontravam-se no local vários militares da Força Internacional de diversos países, entre os quais dois portugueses”. O segundo militar português saiu ileso deste ataque.

“A família do militar em causa já está informada deste infausto incidente, estando em curso o apoio psicológico à mesma”, adiantou o EMGFA, acrescentando que vai ser aberto um inquérito para esclarecer as circunstâncias que envolveram o ataque terrorista em Bamako.

Mogherini expressa condolências pela morte de militar português no Mali

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, lamentou esta segunda-feira a morte de um militar português no Mali, expressando as suas condolências e também o “respeito, admiração e apreço” pelo trabalho da Missão de Treino da União Europeia naquele país. Numa conferência de imprensa por ocasião de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros dos 28, a Alta Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança começou a sua intervenção lamentando a morte de dois membros da missão da União Europeia no Mali, um dos quais o militar português.

“Disse hoje de manhã que havia possibilidade de haver vítimas europeias. Infelizmente, posso confirmar que houve duas vítimas entre os nossos colegas da União Europeia: uma vítima portuguesa, que fazia parte da missão de formação a UE em Bamako, que visitei há duas semanas no Mali, e um colega natural do Mali que trabalhava para a delegação europeia”, afirmou. A chefe da diplomacia europeia disse querer “transmitir não só as condolências, mas também o respeito e admiração e apreço de toda a UE e também dos nossos colegas do Mali e do Sahel pelo trabalho que os nossos colegas [da UE] fazem na região, e em particular em Bamako”.

“Isso demonstra a força da solidariedade entre UE e Mali e o Sahel, que não é apenas politica, é também nos factos. Trabalhamos juntos no terreno, cada dia, num local complicado, difícil e também perigoso”, disse, reforçando que a “luta diária” vai continuar para derrotar os terroristas: “Estamos juntos e unidos na dor e também na reação”, disse. Mogherini acrescentou que esteve em contacto ao longo da manhã com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Mali, que lhe expressou as suas condolências “pelas perdas” que a UE sofreu, “mas também o apreço do povo do Mali pelo apoio da UE na luta contra o terrorismo”.

O Sargento-Ajudante Paiva Benido, militar português que morreu no Mali, na sequência do ataque no domingo, tinha 40 anos, casado e com duas filhas, era natural de Valongo e prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto, disse à Lusa fonte do Exército. O militar integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos. Outros militares ficaram feridos no ataque nos arredores de Bamako, incluindo um português, que já se encontra completamente recuperado.

(Atualizado às 15h17)

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