Novo Banco terá mais cortes e venda será concluída em novembro

  • Margarida Peixoto
  • 5 Julho 2017

O secretário de Estado das Finanças adiantou o calendário das negociações, no Parlamento.

A venda do Novo Banco deverá estar concluída durante o mês de novembro. Neste momento, a dimensão da reestruturação a que o banco vai ser sujeito está ainda em discussão com o comprador, o Lone Star, e com a autoridade de resolução, de modo a encontrar uma forma de tornar a instituição financeira viável. O ponto de situação foi feito pelo secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

Ricardo Mourinho Félix foi claro: “Se [o Novo Banco] não for viável, não pode ter autorização para operar e o investidor não tem interesse.” O governante reagia assim às questões colocadas pelo deputado do PCP Paulo Sá, que quis saber a dimensão da reestruturação que será imposta — e por consequência dos cortes a que o banco será sujeito — para que a direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGComp) e o Mecanismo Único de Supervisão (MUS) aprovem a operação.

O plano de negócios envolve uma reestruturação. (…) Se [o Novo Banco] não for viável, não pode ter autorização para operar e o investidor não tem interesse.

Ricardo Mourinho Félix

Seretário de Estado Adjunto e das Finanças

Mourinho Félix explicou que está neste momento a ser preparada a troca de obrigações e que, uma vez concluída, e uma vez finalizado o plano de negócios “e aceite pela DGComp e pelo MUS, seja concluído o processo.” De seguida, o secretário de Estado assumiu que este plano de negócios “envolve uma reestruturação do banco de modo a que seja viável”, e que “a dimensão da reestruturação está ainda em discussão, em particular com o comprador e com a autoridade de resolução.”

Mourinho Félix adiantou ainda o calendário que foi comunicado às autoridades: “A troca de obrigações deverá estar concluída durante o verão, para que a venda seja concluída durante o mês de novembro.”

A oferta voluntária de troca de obrigações visa reforçar o capital do Novo Banco em 500 milhões de euros e é uma das condições chave para que a venda da instituição ao fundo americano Lone Star seja concretizada.

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