BE: “País precisa de uma resposta” rápida à saída dos secretários de Estado

Catarina Martins lamenta que ainda não tenha sido aprovado o pacote legislativo para a transparência, que está a ser discutido no Parlamento.

Depois das demissões de três secretários de Estado, este domingo, o país aguarda por uma solução rápida da parte do Governo. “O país precisa de uma resposta mais cedo e não mais tarde”. Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, reage assim às saídas dos secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria, que pediram exoneração de funções, depois de terem pedido ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir aos jogos do Euro 2016.

Em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP3, a líder do Bloco de Esquerda não comentou os motivos que levaram à demissão de Jorge Costa Oliveira, Fernando Rocha Andrade e João Vasconcelos, sublinhando que “o país aguarda que o primeiro-ministro anuncie qual é a solução do Governo, como vai ficar o Governo, se vai haver uma remodelação“.

"É eticamente reprovável qualquer confusão entre o exercício de uma função pública e aquilo que são negócios privados.”

Catarina Martins

Coordenadora do Bloco de Esquerda

Sobre o caso que levou às demissões, Catarina Martins repete o que o Bloco de Esquerda já tinha defendido há um ano, quando foi conhecido que os três secretários de Estado aceitaram convites da Galp para assistir a jogos da seleção de futebol: “é eticamente reprovável qualquer confusão entre o exercício de uma função pública e aquilo que são negócios privados”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda lamenta, por isso, que ainda não tenha sido aprovado um pacote para a transparência que está a ser discutido no Parlamento, onde se inclui uma proposta do Bloco para a criação de uma Entidade da Transparência. “Vamos acabar a sessão legislativa sem que os outros partidos percebam a importância deste pacote”.

Questionada sobre os possíveis atrasos nas negociações do Orçamento do Estado para 2018, que poderão resultar da demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Catarina Martins refere apenas que “os orçamentos têm prazos que são conhecidos e esses prazos são para ser cumpridos”. Até 15 de outubro, data em que o Orçamento tem de ser entregue, “há muito a ser negociado”.

 

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