Marques Mendes antecipa mini remodelação governamental

Haverá mais secretários de Estado que vão sair do Governo para além dos três que pediram a exoneração este domingo. Mas não haverá saída de nenhum ministro, diz Marques Mendes.

Quando saírem do Executivo os três secretários de Estado que pediram a exoneração do cargo este domingo, haverá mais secretários de Estado que também vão sair, avançou Marques Mendes, na Sic, no seu espaço de comentário semanal.

Só deve acontecer na semana a seguir a esta que vai começar”, porque, justifica o comentador, “na próxima semana temos o debate do Estado da Nação”. Estas “saídas já estavam anteriormente previstas” e prendem-se com”razões pessoais”, avançou.

É uma oportunidade para fazer uma remodelação governamental mais ampla, nomeadamente com a saída da ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa? “Não vai haver uma remodelação maior”, revela Marques Mendes. “Nenhum dos secretários de Estado atualmente em funções vai sair por decisão do primeiro-ministro”, as saídas são todas por motivos pessoais dos responsáveis em causa.

Na opinião de Marques “é inevitável que o primeiro-ministro tenha de fazer também uma remodelação ampla, de ministros”. “Claro que nenhum primeiro-ministro gosta de remodelar, segundo ninguém gosta de remodelar sob pressão”, acrescenta numa alusão ao pedido do CDS para que António Costa demita a ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa. Um pedido que inviabiliza essa demissão. Mas, “há dois ministros na corda bamba” (Administração Interna e Defesa), “por razões diferentes” e “há falta de um número dois no Governo”. Uma falta que se sentiu durante esta semana de férias de António Costa, sublinhou.

Augusto Santos Silva “é um excelente ministro dos Negócios Estrangeiros, mas não preenche o lugar de número dois, porque o MNE não se pode envolver em determinadas questões de natureza interna”, diz Marques Mendes.

“António Costa deveria fazer uma remodelação maior, mas não vai aproveitar esta oportunidade para o fazer”, diz o comentador social-democrata. “Pode ser depois das autárquicas, do Orçamento ou do final do ano, dependendo das circunstâncias”. Mas, no caso de Constança Urbano de Sousa, poderá ser “forçado pelos acontecimentos, designadamente os próximos inquéritos”, acrescentou.

Galpgate vai ter outros arguidos

No que diz respeito ao caso dos três secretários de Estado que este domingo pediram para ser exonerados na sequência do seu pedido para serem constituídos arguido no chamado Galpgate, Marques Mendes revelou que “há chefes de gabinete de membros do Governo” que vão ser constituídos arguidos também. Segundo o Jornal de Negócios, Vítor Escária, assessor económico do primeiro-ministro para os Assuntos Económicos, também pediu a demissão, que já foi aceite, confirmou o ECO. Isto porque também Escária viajou a convite da Galp para ver os jogos do Europeu, como avançou o Expresso em setembro. Escária já foi ouvido pelo Ministério Público no âmbito deste inquérito, avança o Diário de Notícias que confirmou junto de fonte governamental que Vítor Escária, é um dos arguidos da investigação.

Marques Mendes considera estas demissões “um rombo para o Governo”, já que os secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria “estão em postos chave” e são “três pessoas altamente ligadas ao primeiro-ministro.

Artigo atualizado às 23h31 com a demissão aceite de Vítor Escária

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