Partech tem 400 milhões de euros para investir em drones e blockchain

A Partech Ventures criou um novo fundo de investimento. São 400 milhões de euros para dar as startups europeias nas áreas dos drones, blockchain e realidade virtual.

A Partech Ventures tem 400 milhões de euros para investir em startups tecnológicas europeias e norte-americanas. Trata-se do sétimo fundo de investimento desta capital de risco francesa, que conta com o apoio do Fundo Europeu de Investimento e do fundo soberano da França. Entre os parceiros institucionais estão empresas como a Accenture, a Cisco, a Nokia, a L’Óreal e até a lotaria francesa, entre outras. A notícia foi avançada pelo jornal Financial Times [acesso condicionado].

O objetivo passa por injetar dois terços desse montante em empresas europeias que tenham ideias tecnológicas promissoras nas áreas da realidade virtual, dos drones e da blockchain. A restante parcela deverá ser destinada a empresas em Silicon Valley, no Estado norte-americano da Califórnia.

Este fundo milionário surge numa altura de forte travagem no investimento em startups europeias. Segundo o jornal, a quantidade de dinheiro confiado a estas empresas em fases iniciais tem vindo a desacelerar praticamente desde o referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). No terceiro trimestre do ano passado, o investimento terá caído em cerca de um terço, indicam os dados da Dow Jones VentureSource.

Atualmente, a Partech Ventures gere cerca de 1,2 mil milhões de euros em ativos. Para além de França, tem escritórios na Alemanha e nos Estados Unidos. E antes da decisão do Brexit, Jean-Marc Patouillaud, um dos gestores da capital de risco, assumiu ao Financial Times ter planos para abrir um centro operacional da Partech também na capital britânica. Com a saída do país da UE, estes planos poderão nunca vir a sair do papel.

Ainda assim, na ótica do gestor, este novo fundo tem como característica distintiva o facto de ter na mira empresas na Europa e nos Estados Unidos. Junta-se, além do mais, a uma série de outros fundos milionários que estão a nascer este ano, o que poderá dar um novo ânimo às estatísticas do universo do capital de risco, que têm vindo a cair de forma acentuada no velho continente.

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