Ministério Público está a investigar mais políticos por causa das viagens ao Euro2016

  • ECO
  • 12 Julho 2017

O Ministério Público está a investigar, num processo autónomo, deputados e autarcas por terem ido a França assistir a jogos da Seleção Nacional no Campeonato Europeu de Futebol .

O Galpgate não é processo único. O Ministério Público está a investigar, num processo autónomo, deputados e autarcas por terem ido a França assistir a jogos da Seleção Nacional no Campeonato Europeu de Futebol em viagens pagas, avança a Sic.

Em causa estará o “rebecimento indevido de vantagem” por parte de vários titulares de cargos políticos, nomeadamente deputados e autarcas, que está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa. Desta vez as viagens não forem oferecidas pela Galp (um dos patrocinadores oficiais da Seleção), mas pela agência Cosmo, detida pela Olivedesportos, de Joaquim Oliveira.

Recorde-se que em Agosto do ano passado, quando houve buscas na Galp a propósito das viagens oferecidas aos três secretários de Estado — Assuntos Fiscais, Rocha Andrade; Indústria, João Vasconcelos; e Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, que entretanto pediram a exoneração e que já foram notificados para serem constituídos arguidos — também esta agência de viagens foi alvo de buscas, por parte do Ministério Público.

Segundo a Sic esta investigação está um pouco mais atrasada do que o Galpgate, os investigadores ainda estão a recolher a prova.

O Observador chegou a noticiar que Luís Montenegro, Hugo Soares e Luís Campos Ferreira terão assistido a jogos da Seleção a convite da Olivedesportos, mas os dois deputados disseram depois que pagaram a viagem do seu bolso, mas sem precisar em que momento ocorreu esse pagamento — antes ou depois da notícia. No total a extensa comitiva do PSD que se deslocou a Paris, a 10 de julho para ver a final do Euro2016 custou 15 mil euros ao partido.

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