1,3 milhões para a 73100. Confuso? Não, é o apoio do Horizonte 2020

  • ECO
  • 17 Julho 2017

A PME portuguesa 73100 vai receber mais de 1,3 milhões de euros do Horizonte 2020. O programa de Carlos Moedas já apoiou 70 PME portuguesas inovadoras, com mais de 17 milhões de euros.

Portugal continua a mostrar um grande desempenho no que respeita a inovação“, disse Carlos Moedas no dia em que foi revelado que o Programa Horizonte 2020 concedeu um investimento de 97 milhões de euros a 64 PME, de 16 países, entre os quais Portugal. “Contamos que os bons resultados para Portugal incentivem ainda mais PME e Startups portuguesas a concorrer e a tirar proveito das oportunidades deste instrumento”, acrescentou.

A 73100 é a empresa nacional escolhida para receber um investimento de 1,3 milhões através do Instrumento PME — que já financiou mais de 70 PME portuguesas inovadoras, com mais de 17 milhões de euros, revela o comunicado da Comissão Europeia.

Esta PME de Borba “desenvolveu e patenteou um novo biopolímero fermentado bacteriano – FucoPol – como fonte natural para a produção eficiente de L-fucose pura. A L-fucose é um açúcar raro e um precursor de carboidratos complexos, como Oligosacarídeos de Leite Humano (HMO)”, explica o comunicado a Comissão. “Os HMO foram reconhecidos recentemente como moléculas naturais com alto potencial para aplicações nutricionais e biomédicas. O FucoPol — como fonte natural de monossacarídeos puros — resolve os principais problemas industriais relacionados à produção de L-fucose, como a complexidade, os custos e a eficiência”, acrescenta a Comissão.

Nesta segunda fase do Instrumento PME, cada projeto pode receber até 2,5 milhões de euros (cinco milhões para projetos no domínio da saúde) para financiar várias etapas de desenvolvimento dos projetos: a demonstração, o ensaio, a fase-piloto, a fase de expansão e a miniaturização, para além de desenvolver um plano de negócios sólido. Além disso, as empresas terão ainda acesso a 12 dias de formação empresarial.

Esta é diferente da primeira fase, na qual as empresas apenas podem receber, no limite, até 50 mil euros. O objetivo é que cada PME prepare uma proposta de negócios para uma ideia que tenha potencial disruptivo, estudando a viabilidade do conceito proposto. Além do estímulo financeiro, as empresas também recebem até três dias de aconselhamento personalizado e outros serviços de apoio à gestão e criação de negócios.

Desde o lançamento do programa a 1 de janeiro de 2014, foram selecionadas 774 PME para financiamento ao abrigo da Fase 2 do Instrumento PME, dez das quais portuguesas. A próxima fase de resultados deste instrumento terá lugar a 18 de outubro de 2017. Já na Fase 1 foram selecionadas 2.337 PME para financiamento, 62 das quais portuguesas. Aqui a próxima data-limite é 6 de setembro.

De acordo com o mesmo comunicado do gabinete de Carlos Moedas, Espanha, Dinamarca e Itália são os três países cujas PME mais beneficiam deste instrumento na Fase 2. Portugal surge em 15.º lugar.

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