Não há duas sem três. Moedas apoia mais PME portuguesas

Charge2C-NewCap, de Benavente; Mater Dynamics, do Porto e STME, de Porto Salvo, são as três novas empresas selecionadas para receber apoio do Horizonte 2020.

Mobilidade de transportes, nanotecnologia e eficiência energética são as áreas em que trabalham as três empresas portuguesas selecionadas para receber um apoio de 50 mil euros cada do Horizonte 2020.

As PME Charge2C-NewCap, de Benavente; Mater Dynamics, do Porto e STME, de Porto Salvo, vêm assim juntar-se à Agroinsider, Ground Drone, InnoWave Technologies, SPAROS, RVE.SOL – Soluções de Energia Rural, que já tinham sido selecionadas em dezembro do ano passado. Mas não só. Desde o lançamento do programa Instrumento PME, financiado pelo Horizonte 2020, a 1 de janeiro de 2014, foram selecionadas na fase 1, 2.208 pequenas e médias empresas, das quais 57 são portuguesas.

Estas três empresas vão receber 50 mil euros cada uma para estudos de viabilidade (técnica e comercial) para novos produtos disruptivos, incluindo um plano de negócio. A Charge2C-NewCap, que nasceu em maio de 2014, apresentou um projeto inovador na área da mobilidade de transportes e Cidades Inteligentes. A empresa fabrica protótipos à escala real de supercondensadores, com base em óxidos metálicos. Tem ainda um projeto, um spin-off que teve origem numa investigação do Técnico e financiado pela FCT e que desenvolve “um material para armazenamento de energia elétrica de morfologia dendrítica, tendo por isso uma elevada área especifica e permitindo uma carga de tempo reduzido”. O primeiro produto desenvolvido por esta star-up será direcionado para veículos industriais elétricos.

A Mater Dynamics foi selecionada graças ao seu projeto de tecnologias avançadas de nanotecnologias e tecnologias avançadas de fabrico e transformação. De acordo com o site da Universidade do Porto trata-se de uma startup “que visa o desenvolvimento e produção de nanosensores para a monitorização de variáveis ambientais”. A tecnologia desenvolvida “é capaz de medir a afetação de variáveis como temperatura, pressão e humidade, sobre produtos e processos, comunicando tais perturbações de forma remota por via wireless“. O retalho, gestão hoteleira e controlo de processos industriais são os clientes preferenciais deste produto já que “podem saber os estados dos seus processos e produtos a qualquer momento e em qualquer lugar”.

Já a STME foi escolhida pelo projeto inovador de sistema energético de baixo carbono e eficiente.

“Nesta primeira ronda de 2017, a Comissão Europeia recebeu 2.111 propostas, das quais 184 PME foram selecionadas para financiamento 178 projetos propostos no total”, revela o comunicado da Comissão Europeia, explicando que a diferença entre os número de empresas e de projetos se deve ao facto de várias PME poderem estar envolvidas num projeto.

Nesta primeira ronda de 2017, a Comissão Europeia recebeu 2.111 propostas, das quais 184 PME foram selecionadas para financiamento 178 projetos propostos no total.

Comissão Europeia

Segundo o programa dirigido pelo comissário Carlos Moedas, “a maioria dos projetos financiados foram na área das TIC (36), seguida pelos sistemas energéticos eficientes e com baixo teor de carbono (31) e, ainda, dos transportes (28)”.

O instrumento a favor das PME é executado através de um convite à apresentação de propostas com quatro datas-limite por ano. A próxima data-limite para a fase 1 é 3 de maio de 2017.

As empresas escolhidas para receber apoios nesta primeira fase — cujos estudos de viabilidade venham a concluir que os projetos têm potencial de desenvolvimento, mas que ainda necessitem de financiamento para poderem comercializar a ideia –, podem candidatar-se à fase 2. Neste ponto o apoio sobe e oscila entre os 500 mil euros e 2,5 milhões. As regras permitem cobrir até 70% dos custos elegíveis, mas excecionalmente pode ir até 100%.

Nesta segunda fase são financiadas operações de prototipagem, miniaturização, expansão, design, verificação de desempenho, testes, demonstrações, desenvolvimento de linhas piloto e outras atividades cujo propósito seja trazer inovação ao investimento e garantir que está pronto para o mercado. A duração deste apoio ronda um a dois anos.

Comentários ({{ total }})

Não há duas sem três. Moedas apoia mais PME portuguesas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião