Crédito automóvel atinge recorde de cinco anos

Os portugueses contraíram quase 252 milhões de euros em financiamento para automóveis em maio. Trata-se do valor mais elevado do histórico do Banco de Portugal que remonta ao início de 2013.

O crédito automóvel continua a acelerar e a puxar pelo total do novo crédito ao consumo disponibilizado pelos bancos nacionais e financeiras. Esta finalidade de crédito ao consumo atingiu, em maio, um novo máximo de cinco anos, indicam dados do Banco de Portugal.

De acordo com os dados disponibilizados esta segunda-feira pela entidade liderada por Carlos Costa, em maio, os bancos e as instituições de crédito disponibilizaram um total de 251,5 milhões de euros em empréstimos para a aquisição de carro. Trata-se do valor mensal mais elevado do histórico do Banco de Portugal que remonta ao início de 2013.

Evolução da concessão ao longo do último ano

A finalidade de compra de carro continua assim a ser o principal impulsionador do crescimento do crédito ao consumo, aproximando-se de representar metade do total desse tipo de crédito. O crédito automóvel concedido cresceu quase 25%, face aos 201,3 milhões de euros que tinham sido disponibilizados em abril. Já em termos homólogos, registou-se um aumento de 31,87% na concessão de crédito automóvel.

O aumento da concessão de crédito com essa finalidade coincidiu com um mês em que as vendas de automóveis também subiram em Portugal. De acordo com os dados da Associação do Comércio Automóvel De Portugal (ACAP), as vendas de carros ligeiros cresceram 13,4%, em maio, em termos homólogos, com um total de 23.652 viaturas comercializadas.

Nas restantes categorias de crédito ao consumo também se assistiu a uma subida nos montantes concedidos, com a categoria de outros créditos pessoais, a segunda que mais pesa no total da concessão, a crescer 25,84%, entre abril e maio, para ascender a um total de 227 milhões de euros. Nos créditos pessoais com finalidade de educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos, a menos representativa no total de crédito ao consumo, o aumento foi de perto de 40%, ascendendo a 4,7 milhões de euros, em maio.

Por sua vez, na finalidade de cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e finalidades de descoberto registou-se um aumento de 27,18%, numa comparação em cadeia, com a nova concessão a totalizam em maio perto de 90 milhões de euros.

Já em termos agregados a concessão de crédito ao consumo aumentou 25,75%, no mesmo período, para os 572,2 milhões de euros. Ou seja, a fasquia mais elevada desde março último, mês em que os novos empréstimos ao consumo atingiram também um recorde de cinco anos. No agregado do ano, os bancos e as financeiras concederam um total de 2,6 mil milhões de euros em crédito ao consumo, o que corresponde a um aumento de quase 10%, face ao mesmo período do ano passado.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Crédito automóvel atinge recorde de cinco anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião