Koala Rest: um colchão à medida da sua cama e da sua carteira

Chama-se Koala Rest e os seus criadores garantem que não precisa de pagar tanto para ter um bom colchão. O projeto saiu vencedor da primeira edição do acelerador da Academia de Comércio.

Lembra-se do tempo que passou na loja de mobílias a escolher o colchão ideal? E o tempo que esteve à espera que este entrasse em promoção para que não tivesse de pagar os mil a dois mil euros que um bom colchão custa? Bruno Madeira lembra-se bem do que passou e decidiu transformar essa experiência em negócio.

“Perdi horas a estudar opções na internet, quais os tipos de materiais que existiam, os preços, as marcas, para acabar ainda mais confuso do que comecei”, conta Bruno Madeira, um dos criadores da Koala Rest, ao ECO.

Mas a aventura não ficou por aqui. Na loja, as explicações dos vendedores não ajudaram e os poucos segundos que esteve deitado no colchão não foram suficientes. “Acabei por escolher um por estar cansado de todo este processo.”

Na manhã seguinte, descobriu da pior maneira que aquele não era colchão perfeito mas não pôde trocá-lo. Em conversa com João Ramos, um amigo que trabalha em marketing digital, a mesma área que Bruno, surgiu a ideia de tentar proporcionar uma boa experiência de sono a todos, por um preço mais baixo.

Bruno Madeira e João Ramos, os criadores da Koala Rest.Koala Rest

Os colchões da Koala Rest, constituídos por três camadas de diferentes materiais, prometem proporcionar um nível de firmeza intermédio, o ideal para a maioria das pessoas, por valores entre os 450 e os 750 euros. E feitos por medida, com mais de 5.000 opções disponíveis.

O segredo está no modelo… de negócio

E como é que esta startup conseguiu baixar os preços? Bruno responde: “Simplificámos ao máximo e oferecemos conveniência e transparência.” O processo de compra desenrola-se todo através da loja online, e sem stocks, vendedores ou qualquer intermédio que um espaço físico implica, o preço de venda pode ser bem mais baixo.

“Por termos os dois um passado de marketing digital, ao tentarmos achar um solução, baseamo-nos nas nossas experiências”, remata João Ramos. O produto sai diretamente da fábrica para a morada de quem encomenda, através de uma entrega gratuita.

Os colchões são totalmente produzidos em território nacional e feitos à mão, isto por serem de tamanho personalizável.

O modelo de negócio saiu vencedor da 1ª edição da Academia de Comércio, um programa de aceleração de startups dedicadas a negócios B2C, um braço da Startup Lisboa lançado no primeiro semestre deste ano. No discurso de vitória, os dois fundadores elogiaram a qualidade dos 16 projetos finalistas e anteciparam o sucesso generalizado de todos eles.

Se não descansar, pode sempre trocar

Ao contrário dos seus concorrentes, que não efetuam trocas ou que cobram um valor adicional por esse processo, a Koala Rest oferece um período de teste de 30 dias, em que o cliente pode experimentar o colchão em casa e garantir que este é, com certeza, o ideal. Se não for, a devolução é gratuita.

“Quando vamos à loja deitamo-nos no colchão com roupa, com um vendedor ao lado e pessoas a passar”, explica João.

Achamos que para se testar um colchão tem de se dormir nele, na nossa casa, com o nosso pijama e tudo o que inclui estar no nosso ambiente.

João Ramos

Koala Rest

Um descanso que também chega às instituições sociais

A Koala Rest já assinou protocolos com onze instituições particulares de solidariedade social de norte a sul do país, às quais doa mensalmente colchões: “Não queremos que um sono de qualidade esteja limitado às condições económicas de alguns”, afirma João.

Os colchões 100% portugueses estão à venda na loja online e garantem que a partir de agora “esta experiência de compra que quase toda gente vê como um aborrecimento necessário será algo positivo e entusiasmante.”

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

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António Costa

Publisher do ECO

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