Nasceram mais empresas no primeiro semestre do ano

  • Lusa
  • 20 Julho 2017

Abriram mais empresas e fecharam menos neste primeiro semestre de 2017. Os serviços, atividades imobiliárias, construção, agricultura, pesca e caça foram os setores estrela.

As empresas criadas em Portugal aumentaram em 1.187 na primeira metade deste ano, para 21.749, mais 5,8% do que em idêntico período de 2016, com a Área Metropolitana de Lisboa a representar 37% dos nascimentos, segundo a Informa D&B.

“Nos primeiros cinco meses deste ano verificaram-se subidas alternadas com descidas, sendo maio e junho meses de crescimento. Esta melhoria do número de constituições verifica-se após uma interrupção, ocorrida em 2016, do ciclo de crescimento de nascimentos (2013-2015), em que 2015 foi o melhor ano de constituições desde 2007”, explica a consultora no barómetro semestral empresarial, destacando também que a criação de novos negócios continuou a superar os encerramentos — 6.620 empresas.

A análise permitiu concluir que no primeiro semestre deste ano os encerramentos diminuíram em 3,2% em relação a igual período do ano passado, mantendo a tendência já observada no ano anterior. Após um primeiro trimestre instável, a partir de abril começou a desenhar-se uma tendência de descida e junho terminou com a maior queda do semestre (-15,9%), sinaliza o barómetro, lembrando que a queda observada nos encerramentos é justificada pelo comportamento dos serviços, grossista e retalho.

"Esta melhoria do número de constituições verifica-se após uma interrupção, ocorrida em 2016, do ciclo de crescimento de nascimentos (2013-2015), em que 2015 foi o melhor ano de constituições desde 2007.”

Informa D&B

A D&B explica ainda que a criação de novos negócios não é homogénea na primeira metade deste ano a nível setorial e é sustentada pelo aumento das constituições ocorridas nos serviços, atividades imobiliárias, construção, agricultura, pesca e caça. Já o retalho e as indústrias transformadoras foram os setores em que se registaram quedas mais significativas, embora os serviços e retalho mantenham o estatuto de setores onde nascem mais empresas.

Até junho, as insolvências ascenderam a 1.406, menos 24,7% ou menos 460, do que em igual período do ano anterior. A idade média das empresas que iniciaram processos de insolvência na primeira metade deste ano era de 16 anos, sendo que Lisboa e Porto lideram as descidas.

Nos últimos 12 meses, o rácio de nascimento/encerramentos situou-se nos 2,4, mantendo-se em valores semelhantes aos verificados nos últimos meses, e o atraso médio de pagamento no primeiro semestre manteve-se nos 27 dias. Ao nível dos atrasos de pagamentos, a percentagem de empresas que cumprem prazos de pagamento teve uma ligeira melhoria desde outubro de 2016, apesar de se manter ainda em valores reduzidos (17,7%).

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Nasceram mais empresas no primeiro semestre do ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião