IGCP duplica valor da emissão de obrigações a particulares

  • Lusa
  • 21 Julho 2017

O IGCP subiu esta sexta-feira o valor da emissão de obrigações dirigida a particulares para 1.200 milhões de euros.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) subiu esta sexta-feira para 1.200 milhões de euros o montante a emitir em Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), cuja subscrição privada termina na próxima sexta-feira.

Na segunda-feira teve início a subscrição da quinta série de OTRV, sendo que o IGCP previa emitir 500 milhões de euros com este instrumento de dívida pública de retalho a médio prazo que pretende captar a poupança das famílias.

No entanto, o IGCP admitia vir a aumentar o valor nominal global da emissão até esta sexta-feira, o que se verificou, segundo uma nota publicada na sua página oficial, que dá conta do aumento para 1.200 milhões de euros do montante a emitir (mais do dobro do inicialmente previsto).

Estas obrigações são emitidas por um período de cinco anos, com reembolso em agosto de 2022, dando aos seus titulares o direito a receber um juro variável e igual à Euribor a seis meses acrescida de 1,6%. Como esta taxa está a valores negativos, significa que o juro mínimo pago é de 1,60%.

O pagamento dos juros será feito semestralmente e no fim do respetivo período de contagem de juros em fevereiro e em agosto de cada ano. Cada subscritor pode investir no mínimo mil euros e no máximo um milhão de euros neste instrumento, devendo as ordens ser transmitidas em múltiplos de mil e subscritas junto de uma instituição de crédito.

Desde abril de 2016, esta é a quinta série de OTRV que o IGCP lança, tendo vindo a baixar a taxa de juro mínima paga aos subscritores: começou em 2,2%, baixando sucessivamente até à série que tem início hoje, que tem um juro mínimo de 1,6%.

À semelhança de outros instrumentos de retalho, a emissão das OTRV promove a aplicação da poupança de médio e longo prazo dos aforradores em títulos de dívida com características idênticas às Obrigações do Tesouro, embora com remuneração variável.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

IGCP duplica valor da emissão de obrigações a particulares

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião