Willow Campus: abrir a aldeia Facebook à vizinhança

  • Juliana Nogueira Santos
  • 22 Julho 2017

Os próximos planos de Zuckerberg vão sair do ecrã e abranger toda a comunidade de Menlo Park. A primeira fase do projeto estará concluída em 2021.

O objetivo da Facebook tem-se mantido o mesmo ao longo do tempo: formar comunidades. Na rede social, são já dois mil milhões de utilizadores que iniciam sessão para terem acesso à sua comunidade de amigos, seja ela mais ampla ou mais reservada. Em Menlo Park, cidade onde se localiza a sede da empresa desde 2011, os planos são outros.

A tecnológica divulgou um projeto que prevê a fusão do seu parque de negócios, o Menlo Science & Technology Park, com uma pequena vila que irá integrar toda a vizinhança através da prestação de vários serviços: o Willow Campus. Serão construídos parques, mercearias, restaurantes, bares, habitações, farmácias, tudo isto para criar espaço “que apoie a nossa comunidade”, afirma a tecnológica em comunicado.

O plano irá ser desenvolvido em duas fases: a primeira com a construção de algumas lojas, de alojamento e de escritórios e estará concluída nos primeiros meses de 2021. A segunda incluíra o melhoramento de serviços e a inserção de transportes como autocarros e elétricos que liguem toda a zona. Não são conhecidos os valores do projeto.

O investimento vai-se expandir também às vias anexas, visto que o crescimento da população implicará um aumento do tráfego. Segundo a tecnológica, vão ser investidos “dezenas de milhões de dólares para melhorar a US101”, a autoestrada que cruza os estados da Califórnia, do Oregon, e Washington. A construção de todas estas infraestruturas gerará diversos postos de trabalho.

Ainda assim, a Facebook não é a primeira tecnológica a querer construir uma comunidade no sítio que adotou como seu. A Google já tinha anunciado que vai construir 300 casas modulares para os seus trabalhadores temporários, constituindo um investimento de cerca de 30 milhões de dólares. Sillicon Valley, onde se localiza a sede da “filha” da Alphabet, está a tornar-se escassa em acomodações para os milhares de trabalhadores das empresas da zona e as rendas estão a sofrer um aumento exponencial.

A Apple dedicou cerca de 5.000 milhões de dólares a construir o seu novo edifício que em tudo se assemelha a uma nave espacial, e não esqueceu as acomodações para os seus colaboradores. O Apple Park, situado na cidade de Cupertino, já está a receber centenas de trabalhadores, tendo já previsto que vão ser mais de 12.000 a habitar permanentemente neste.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Willow Campus: abrir a aldeia Facebook à vizinhança

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião