Tabaqueiras tombam. Wall Street fecha misto

A notícia de que a FDA quer diminuir o nível de nicotina nos cigarros fez tombar as tabaqueiras cotadas em bolsa. O Dow Jones fechou em recorde impulsionado pela Chevron. Wall Street fechou misto.

Foram vários os efeitos que atingiram Wall Street na última sessão da semana. Ainda a digerir a decisão da Fed de manter a taxa de juro inalterada, as bolsas fecharam mistas esta sexta-feira. O Dow Jones conseguiu atingir um recorde, mas o S&P 500 e o Nasdaq encerraram a semana em terreno negativo. Nem o PIB a acelerar no segundo trimestre foi capaz de parar o deslize da Amazon e das tabaqueiras.

A proposta da Food and Drug Administration (FDA) de que os cigarros passem a ter níveis de nicotina que não levem ao vício dos consumidores caiu mal entre as tabaqueiras. As ações da British American Tobacco tombaram 7,18% para os 64,835 dólares. Já as ações do Altria Group caíram 9,45% para os 66,97 dólares.

Mas não foram só as tabaqueiras. Os resultados abaixo do esperado da gigante tecnológica não só tiraram de Bezos o título de homem mais rico do mundo como levaram os índices ao negativo. As ações da Amazon caíram 2,31% para os 1.021,85 dólares. Por arrasto foram o S&P 500 e o Nasdaq, ambos com uma queda de 0,12%.

Com os lucros da Amazon a não corresponder às estimativas, os mercados norte-americanos poderão ter de reajustar as suas expectativas“, afirmou o analista da Daiwa Securities, Hideyuki Ishiguro, à Bloomberg. Ainda assim, cotadas como o Facebook, o Netflix ou a Aplhabet, dona da Google, conseguiram valorizar esta sexta-feira.

Quem se destacou foi o Dow Jones com uma subida de 0,15% para os 21.830,31, acumulando mais um recorde, tal como tinha vindo a fazer ao longo da semana. Uma das estrelas entre as cotadas foi a Chevron, a empresa norte-americana do setor energético, que viu as suas ações valorizarem 2,06% para os 108,298 dólares por título. A razão prende-se com o avanço de 9% do petróleo esta semana, a maior valorização de 2017.

A economia dos Estados Unidos acelerou para os 2,6% graças ao consumo das famílias, mas também por causa do comércio internacional — um assunto que tem sido uma das prioridades de Donald Trump. As exportações norte-americanas no segundo trimestre aumentaram 4,2%, face a um aumento de 2,1% das importações. Em sentido contrário, o investimento desacelerou de uma subida de 8,1% no primeiro trimestre para 2,2% no segundo trimestre.

O crescimento de 2,6% no segundo trimestre, em conjunto com os 1,2% dos primeiros três meses do ano, fazem prever que o primeiro semestre fique à volta de uma subida de 2%. Este poderá ser um argumento a considerar nas próximas reuniões da Reserva Federal, quando Janet Yellen e os restantes governadores tiverem de decidir se aumentam a taxa de juro pela terceira vez este ano.

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