Blackstone vai às compras a Espanha para investir no Popular

  • Ana Batalha Oliveira
  • 31 Julho 2017

O fundo de private equity Blackstone pôs à venda quatro centros comerciais portugueses na semana passada. Agora negoceia 51% da carteira imobiliária de risco do Popular.

Depois de uma tecnológica israelita, a carteira imobiliária de risco do Popular. O fundo de private equity Blackstone, que se prepara para a venda de quatro centros comerciais portugueses, vai agora a Espanha negociar 51% da carteira imobiliária de risco do Popular.

O Santander procurava um parceiro e agora encontrou-o. O Blackstone está interessado em gerir pelo menos 51% dos ativos e empréstimos imobiliários que estão agora avaliados em 15 mil milhões de euros. O fundo de investimento vai usufruir de um “período de exclusividade” para as negociações, avança o Cinco Días.

Este é o segundo anúncio de que o Blackstone está num processo de compra deste que se soube da intenção de vender pelo menos quatro dos centros comerciais portugueses nos quais detinha uma posição. São eles o Sintra Retail Park, o Forum Sintra, o Forum Montijo e o Almada Forum. O negócio de venda deverá render ao Blackstone cerca de 900 milhões de euros.

Para além do Popular, a tecnológica Israelita NSO é um alvo provável para o investimento da Blackstone — um investimento de 340 milhões de euros. A NSO fabrica software para análise de informação de dispositivos móveis. A mesma confirmou que o Blackstone deverá juntar-se a outro investidor, a Clearsky, para a aquisição da NSO. Juntos, ficarão com 40% da empresa. A Francisco Partners, outra empresa de private equity que detinha uma posição maioritária na NSO desde 2014, ficará com outros 40%. Os 20% restantes caberão aos dois fundadores (6% cada) e aos 500 trabalhadores.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Blackstone vai às compras a Espanha para investir no Popular

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião