Hospitais britânicos vão continuar a recrutar médicos e enfermeiros europeus

  • Juliana Nogueira Santos
  • 31 Julho 2017

O secretário de Estado da Saúde britânico garantiu que o Reino Unido "precisa de recrutar médicos e enfermeiros de toda a Europa", mesmo após o Brexit.

Mesmo que o Brexit se efetive e o Reino Unido saia da União Europeia, os hospitais britânicos vão continuar a recrutar profissionais de saúde europeus. A garantia foi dada por Jeremy Hunt, secretário de Estado da Saúde, que, em entrevista à BBC, afirmou que o Sistema Nacional de Saúde (NHS) e o país precisam dessa mão-de-obra.

O NHS precisa de recrutar médicos e enfermeiros de toda a Europa e isso irá continuar depois de abandonarmos a União Europeia”, garantiu Jeremy Hunt. O governante adiantou que o país precisa de “um Brexit que funcione para as empresas, que funcione para o NHS”.

Brexit origina divisões internas

A ideia será a de evitar uma “queda abrupta” após o Brexit, ou seja, uma quebra total entre os dois períodos, enquanto não é implementada uma política mais completa que regule os empregos. A solução pós-Brexit ainda não foi acordada entre Londres e Bruxelas.

Jeremy Hunt falou à BBC após ter sido noticiado que dentro do Executivo liderado por Theresa May existem diferentes visões sobre como se deve proceder após o período de transição. Em resposta a estas especulações, Hunt avançou que os ministros estão “absolutamente unidos” em fazer do Reino Unido um país “mais global e não mais isolacionista.”

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Hospitais britânicos vão continuar a recrutar médicos e enfermeiros europeus

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião