CDU em Lisboa abre a porta à colaboração com Medina

  • ECO
  • 4 Agosto 2017

Trabalhar com a Câmara de Lisboa se Medina vencer sem maioria absoluta é uma questão "que se colocará depois de conhecidos os resultados", mas que João Ferreira não põe de parte.

João Ferreira não põe de parte um acordo pós-eleitoral entre a CDU e o PS de Medina se o atual presidente da Câmara de Lisboa não conseguir maioria absoluta nas eleições autárquicas de outubro, disse o cabeça de lista da coligação PCP e Os Verdes ao Jornal Económico (acesso pago). Para João Ferreira, a questão colocar-se-á “depois de conhecidos os resultados”, mas não é excluída à partida — o dirigente afirma que a CDU já tem histórico, noutras câmaras municipais, de se responsabilizar “em determinados pelouros, sempre que considera que estão reunidas as condições para desenvolver um bom trabalho”.

Para a CDU, é evidente “que os oito anos de maioria absoluta do PS não foram positivos para a cidade“. Por isso, acredita que deve ser quebrado “um ciclo de uma década de gestão do PS” em que certos problemas ficaram por resolver.

Na sua entrevista ao Jornal Económico, João Ferreira sublinhou os temas do alojamento local, da especulação imobiliária e dos transportes públicos como alguns dos seus focos centrais. Relativamente ao último tema, refere como prioridades a expansão da rede de transportes à zona ocidental da cidade — Alcântara, Ajuda, Restelo — e a Loures, em especial através de uma extensão das linhas de metro. Também fica a intenção de criar parques limítrofes para estacionamento de automóveis à entrada da cidade, uma proposta que foi feita pela CDU e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Lisboa mas ficou por implementar neste mandato, “porque não houve a vontade nem a capacidade política” para tal, diz João Ferreira.

Sobre o alojamento local, para João Ferreira é um “problema” que começa a estender-se para lá do centro, atingindo também residentes em freguesias como “Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas”, e que deve ser gerido tanto através da ação do Estado central como também pelos municípios. “A disponibilidade de fogos para arrendamento permanente diminuiu drasticamente, em contraponto ao aumento acentuado da oferta do alojamento local”, afirma.

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