Em 20 anos, robôs destruíram 310 mil empregos em Portugal

  • ECO
  • 7 Agosto 2017

Embora a tecnologia ajude a criar empregos em certos setores, é nos trabalhos que requerem qualificações médias que mais se sentem as perdas na destruição do emprego.

Entre 1995 e 2015, 310 mil empregos na área das qualificações médias foram perdidos em Portugal, em grande parte devido à substituição tecnológica de muitas tarefas, segundo um estudo do CaixaBank Research e especialistas que falaram ao Diário de Notícias. Embora a tecnologia também crie empregos, não o faz à mesma velocidade que os destrói, nem nos mesmos setores, o que resulta num mercado de trabalho desequilibrado.

Segundo o estudo do CaixaBank Research, as perdas registam-se não só ao nível nacional mas europeu, em que se perderam 11,5% dos empregos na área das qualificações médias. Muitos destes trabalhos podem ser facilmente deslocalizados ou substituídos por trabalho mecanizado e programável. Em Portugal, a quebra nesse setor de qualificações fixa-se também perto dos 10%, com o crescimento a registar-se mais nas áreas das baixas e altas qualificações.

“O processo tecnológico tem criado mais emprego do que destruído. Estou otimista quanto ao papel da tecnologia no emprego”; disse ao jornal o especialista em Economia do Trabalho, Pedro Portugal. No entanto, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, sublinhou que a tecnologia cria empregos, “mas não o faz ao mesmo ritmo que os destrói e não o faz para as nossas competências atuais”.

João Gabriel Silva indica que uma ferramenta que o Estado poderia usar para abrandar esta substituição é a fiscal, através do fim do IRS. “Quando as empresas têm de escolher entre pessoas e máquinas, é óbvio que o homem fica em clara desvantagem, tendo em conta o seu custo para o empregador ao nível da Segurança Social e dos impostos”, referiu ao Diário de Notícias.

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