Fed e Trump condicionam bolsas europeias, incluindo Lisboa

Dois fatores estão a marcar o comportamento em baixa dos mercados europeus: Fed e Trump. Em Lisboa, PSI-20 acompanha movimento europeu, em nova sessão de fraca atividade bolsista.

As bolsas europeias abriram a sessão desta quinta-feira em terreno negativo e a praça de Lisboa está incluída no lote de índices que negoceiam no vermelho. A pressionar os investidores estão notícias que vêm dos EUA, mais concretamente da Reserva Federal norte-americana e de Donald Trump.

O PSI-20, o principal índice português, cede 0,23% para 5.247,70 pontos, com dez cotadas em baixa. Destaque para os pesos pesados nacionais BCP (-0,29%), EDP (-0,28%), Galp (-0,36%) e Jerónimo Martins (-0,89%). Lisboa acompanha as perdas que se verificam na Europa, onde o parisiense Cac-40, por exemplo, cede 0,34%.

“Durante a sessão de hoje, os investidores deverão reagir à publicação das minutas da última reunião da Fed“, referiam os analistas do BPI no seu Diário de Bolsa. “Por outro lado, apesar de se terem suavizado os receios em relação às tensões entre a Coreia do Norte e os EUA, as preocupações em torno da situação política nos EUA agravaram‐se, depois de o Presidente norte‐americano Donald Trump ter ontem encerrado dois órgãos consultivos para assuntos económicos, perante a demissão de destacados empresários que integravam os conselhos”, acrescentam Ângelo Mea e Inês Souto de Moura.

Ainda em Lisboa, nota para a Sonae. Os títulos da retalhista dona da cadeia de hipermercados Continente desvalorizam 0,2% para 0,978 euros, depois de o CaixaBI ter cortado o preço-alvo da cotada em 0,20 euros para 1,25 euros.

“Esta diminuição pode ser parcialmente atribuída à adoção de um desconto de conglomerado de 10%, o qual se destina a capturar parte da incerteza em termos de avaliação decorrente da complexidade da estrutura corporativa da Sonae”, argumenta o CaixaBI.

Lá por fora, com Paris a liderar as perdas, também os índices em Madrid, Frankfurt, Milão e Londres seguem com quedas em torno de 0,2%.

As minutas da mais recente reunião da Fed mostraram que os responsáveis do banco central estão divididos em relação ao rumo da política monetária. Alguns membros pediram cautela, enquanto alguns se mostraram receosos em adiar o processo de normalização da política. A reunião de setembro, de resto, poderá trazer novidades quanto à redução do balanço da Fed.

(Notícia atualizada às 8h25)

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