Yellen: Vai haver menos crises, mas “otimismo excessivo” é um risco

A presidente da Fed pede aos reguladores que aprendam com as lições do passado e evitem novas bolhas. E assegura que qualquer retirada de estímulos à economia será apenas "modesta".

Janet Yellen acredita que a economia mundial vai passar por menos crises e irá recuperar mais rápido daquelas que vierem a acontecer. Mas a presidente da Reserva Federal norte-americana alerta também para os “riscos do otimismo excessivo”, pelo que os reguladores devem manter-se vigilantes para evitar novas bolhas.

“A evolução do sistema financeiro na resposta às forças económicas globais, à tecnologia e à regulação vai resultar, mais cedo ou mais tarde, em riscos demasiado familiares de otimismo excessivo”, disse Yellen, no discurso em Jackson Hole, que foi publicado no site da Fed.

"Nunca podemos ter a certeza de que novas crises não vão acontecer, mas temos razões para esperar que o sistema financeiro e a economia passem por menos crises e recuperem mais rapidamente de futuras crises.”

Janet Yellen

Presidente da Reserva Federal norte-americana

“Nunca podemos ter a certeza de que novas crises não vão acontecer, mas, se tivermos esta lição fresca nas nossas memórias e atuarmos de acordo com isso, temos razões para esperar que o sistema financeiro e a economia passem por menos crises e recuperem mais rapidamente de futuras crises, poupando famílias e empresas a algum do sofrimento a que foram sujeitos durante a crise que nos atingiu há uma década”, acrescentou a presidente da Fed.

Durante o discurso em Jackson Hole, Janet Yellen abordou ainda a questão da retirada de estímulos à economia. A Fed já admitiu poder avançar com a redução do balanço em setembro, mas, agora, a presidente do banco central vem esclarecer que qualquer retirada dos estímulos deverá ser “modesta”. Isto porque foram estes estímulos que fortaleceram a banca e tornaram a economia mais resiliente.

“Qualquer ajustamento ao quadro regulatório deverá ser modesto e preservar o aumento da resiliência dos maiores bancos, que está associado às reformas feitas nos últimos anos”, declarou Yellen.

O balanço da Fed está avaliado em 4,5 biliões de dólares e os valores a reinvestir em dívida pública deverão começar a ser reduzidos em breve. As minutas da reunião de julho mostram que esta redução poderá acontecer já em setembro.

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