Silêncio de Draghi faz eco no euro. Moeda toca máximos

  • ECO
  • 28 Agosto 2017

Primeiro veio o alerta de que o euro estava forte, o que fez cair a divisa. Agora, em Jackson Hole, não disse nada. E o euro está cada vez mais perto dos 1,20 dólares.

O euro continua a brilhar. A moeda única está a negociar em máximos de dois anos relativamente ao dólar, aproximando-se da fasquia de 1,20 dólares. Esta escalada surge após o silêncio de Mario Draghi sobre o desempenho da divisa na reunião de bancos centrais em Jackson Hole, nos EUA.

A moeda europeia segue a valorizar 0,08% para 1,1934 dólares, tendo chegado a ganhar um máximo de 0,34% para os 1,1965 dólares, o valor mais elevado desde janeiro de 2015, segundo dados da Bloomberg. Mantém, assim, a tendência de subida do final da última semana, altura em que ganhou mais de 1% contra o dólar.

Em Jackson Hole, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, preferiu focar o seu discurso nos possíveis riscos do protecionismo. Evitando falar na valorização do euro, o comportamento de Draghi impulsionou a moeda no mercado cambial.

Lena Komileva, da G+ Economics, fala de um “silêncio coordenado” no BCE, na sequência de um fórum da entidade europeia em Sintra no passado mês de junho, sublinha o Financial Times.

A valorização do euro faz-se sentir nos mercados acionistas. O Stoxx 600 regista perdas de 0,39%, enquanto o DAX, o índice de referência da maior economia europeia, a Alemanha, seguia a descer 0,53%, com as empresas exportadoras a serem penalizadas pelos investidores que receiam menores encomendas. Em Portugal o PSI 20 começa a semana com uma queda de 0,49%.

A par com a subida do euro, o dólar regista uma nova descida relativamente ao iene pelo segundo dia consecutivo, após as palavras da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen se terem concentrado na lentidão da retoma da economia norte-americana ao invés de apontar à continuação da inversão da politica monetária no encontro dos bancos centrais.

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