UE daria fundos à Hungria para fronteiras mas não para muros

  • Marta Santos Silva
  • 1 Setembro 2017

"Não financiamos muros", explicitou o porta-voz da Comissão Europeia quando mencionou que Bruxelas estuda dar mais dinheiro - cerca de 400 milhões de euros - à Hungria para gerir as suas fronteiras.

A Comissão Europeia esclareceu esta sexta-feira que vai analisar o pedido feito pelo Governo húngaro de cerca de 400 milhões de euros como compensação por metade das despesas que o país tem tido na patrulha das suas fronteiras, usadas por muitos dos migrantes que procuram entrar na Europa através do oriente, mas que não servirão para muros.

De acordo com a Reuters, a Hungria fortificou as suas fronteiras com a Croácia e a Sérvia com muros, e aumentou a patrulha dessas fronteiras. Defende, assim, que tem ajudado a impedir a entrada de migrantes na União Europeia de forma ilegal. No entanto, escreve a agência noticiosa, a Comissão Europeia respondeu que o primeiro-ministro Viktor Órban pede “solidariedade” à União Europeia sem a mostrar, já que o país ainda não recebeu um único refugiado no âmbito do plano europeu para aliviar os fardos da Grécia e da Itália.

O porta-voz da Comissão Europeia Alexander Winterstein disse esta sexta-feira que a Comissão iria analisar o pedido da Hungria. No entanto, acrescentou: “Não vamos financiar a construção de muros ou barreiras nas fronteiras exteriores. Apoiamos a gestão fronteiriça nas fronteiras externas [da União Europeia], o que pode ser com medidas de vigilância, pode ser com equipamento. Mas muros, não financiamos”.

E Winterstein deixou ainda um recado a Viktor Órban: “Tomamos nota de que o Governo húngaro se apercebe agora de que a solidariedade é um princípio importante da União Europeia”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

UE daria fundos à Hungria para fronteiras mas não para muros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião